Caxias do Sul torna-se polo de debate internacional sobre Justiça Restaurativa
Evento no Fórum reúne especialistas nacionais e internacionais, com destaque para Kay Pranis, referência global em Círculos de Construção de Paz
Caxias do Sul sediou, nesta terça-feira (24/02/2026), um encontro estratégico que posicionou o município como um polo de debate internacional sobre Justiça Restaurativa. O evento foi promovido pelo Programa Municipal de Justiça Restaurativa, vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SMASC), em conjunto com o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) Regional.
A atividade reuniu especialistas, acadêmicos e operadores do direito para discutir práticas de redução de conflitos e a promoção de uma cultura de paz, com troca de experiências entre atores locais e internacionais.
Presença internacional e nome de destaque
O ponto alto do encontro foi a participação da escritora e conferencista norte-americana Kay Pranis, considerada uma das maiores autoridades mundiais em Círculos de Construção de Paz. Pranis é autora de obras de referência sobre o tema e suas metodologias são aplicadas em escolas, comunidades e sistemas judiciais de diversos países.
Antecedentes e debatedores convidados
O painel de palestrantes também contou com a presença de Leoberto Brancher, magistrado pioneiro e uma das vozes mais respeitadas na implementação da Justiça Restaurativa no Brasil, e Fátima De Bastiani, docente da AJURIS e professora no Center for Restorative Justice da Suffolk University, que trouxe à discussão uma perspectiva técnica e prática ampla sobre a temática.
Para o juiz coordenador do CEJUSC Regional de Caxias do Sul, Darlan Élis de Borba e Rocha, o encontro simboliza o avanço das práticas locais e a consolidação do município como espaço qualificado de debate: “o evento foi não apenas uma oportunidade única de aprendizado, mas também uma mostra do caminho que vem sendo trilhado”.
Segundo Rocha, a essência da Justiça Restaurativa está na humanização dos processos, convidando a sociedade a olhar “além do conflito, enxergando as pessoas em sua integralidade, com suas histórias, suas dores e suas possibilidades de transformação”.
Foto: Flávio Jaske
