Venda de celulares deve registrar a maior queda da história em 2026 devido à crise da memória, aponta consultoria

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Crise da memória RAM pode encarecer eletrônicos e veículos no Brasil.

O mercado de smartphones enfrenta uma das suas maiores quedas históricas, conforme análise recente de especialistas do setor. A crise atual está diretamente relacionada à escassez de chips de memória RAM, essenciais para a fabricação desses dispositivos.

As previsões indicam que as fabricantes deverão vender cerca de 1,1 bilhão de smartphones em 2026, representando uma redução de 12,9% em relação ao ano anterior. A expectativa é que essa situação persista até pelo menos meados de 2027, impactando significativamente o setor.

A consultoria destaca que a desaceleração nas vendas afetará principalmente os celulares Android de baixo custo. Em contrapartida, marcas como Apple e Samsung devem aumentar sua participação no mercado, aproveitando a situação para consolidar suas posições.

Os chips de RAM, fundamentais para o funcionamento de dispositivos eletrônicos, desempenham um papel crucial ao armazenar temporariamente os dados necessários para a execução de aplicativos. Essa tecnologia não se limita apenas a smartphones e computadores, mas também é utilizada em uma variedade de produtos, incluindo smart TVs, tablets, consoles de videogame, e até mesmo em veículos e eletrodomésticos.

A diretora sênior de pesquisa de uma renomada consultoria comentou que as dificuldades atuais parecem ser mais significativas do que os desafios enfrentados durante a pandemia. Ela prevê uma transformação drástica no mercado de smartphones até o final dessa crise de suprimentos.

Com a diminuição da oferta de chips, os preços dos componentes de processamento e armazenamento aumentaram, o que, por sua vez, afeta as margens de lucro dos fabricantes de celulares. O cenário atual sugere que consumidores poderão enfrentar preços mais altos não apenas para smartphones, mas também para uma ampla gama de eletrônicos e automóveis.

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