Gilmar ironiza sobre a falta de conhecimento de Moro em relação à grafia da palavra tigela
Gilmar Mendes critica Sergio Moro em cerimônia do STF e ressalta abusos da Lava Jato.
Durante a cerimônia de 135 anos do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes fez duras críticas ao senador Sergio Moro, que atualmente é réu na Corte por calúnia. A declaração ocorreu em um contexto onde Mendes se referiu à operação Lava Jato e suas repercussões na mídia.
O ministro ironizou a figura de Moro, insinuando que ele teria contratado escritores para lidar com suas dificuldades na escrita. Mendes destacou que muitos jornalistas que hoje ocupam posições de destaque na imprensa atuaram como “ghostwriters” para Moro e seus associados, sugerindo que isso revela uma fragilidade na capacidade de escrita do ex-juiz.
Em suas declarações, Mendes expressou sua perplexidade em relação à cobertura midiática da Lava Jato, ressaltando a falta de um “mea-culpa” por parte da imprensa diante dos abusos cometidos durante as investigações, que foram posteriormente reconhecidos pela Justiça.
O ministro também criticou o foco desproporcional da mídia no Supremo Tribunal Federal, afirmando que um observador externo poderia concluir que todos os problemas do Brasil se concentram na Corte. Mendes argumentou que o STF é visto como a única instituição que necessita de melhorias, o que, segundo ele, distorce a realidade do país.
A situação de Sergio Moro se complica ainda mais com sua condição de réu no STF. Recentemente, a 1ª Turma do tribunal decidiu por maioria manter Moro no banco dos réus em um processo de calúnia contra Gilmar Mendes, após a denúncia da Procuradoria Geral da República ser aceita por unanimidade.
A acusação contra Moro se baseia em um incidente ocorrido durante uma festa junina em 2022, onde ele teria insinuado que um habeas corpus poderia ser “comprado” do ministro Gilmar Mendes. A gravidade das alegações reflete a tensão entre os dois, intensificada por suas posições opostas no cenário político e judicial brasileiro.
