Motta defende Toffoli e classifica revelações do Caso Master como exagero e tentativa de atacar conduta

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Defesa de Hugo Motta a Dias Toffoli gera polêmica no cenário político.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, manifestou apoio ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, em meio a investigações que o envolvem com o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao caso Master.

Motta classificou como um “exagero” as críticas direcionadas a Toffoli, ressaltando que o STF tem cumprido seu papel de forma equilibrada. Em entrevista, ele afirmou que a mídia pode ter exagerado na cobertura sobre o envolvimento do ministro com o banqueiro investigado por fraude.

O deputado argumentou que a busca por escândalos pode obscurecer a análise razoável das ações de Toffoli, que teria conduzido suas decisões sempre com responsabilidade. As revelações sobre a relação entre o ministro e Vorcaro levantaram uma série de questionamentos sobre a ética nas relações entre políticos e empresários.

Investigações revelaram que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, é proprietário dos fundos de investimento que adquiriram parte da participação de Toffoli em um resort no Paraná. O ministro é sócio anônimo da Maridt, que é gerida por seus irmãos, e recebeu dividendos das transações realizadas.

A Polícia Federal encontrou mensagens entre Toffoli e Vorcaro em dispositivos do banqueiro, o que levou à suspeição do relator. Após isso, Toffoli decidiu se afastar da relatoria do caso Master, embora o STF tenha afirmado que não há suspeição ou impedimento para o ministro, que atendeu a todos os pedidos da PF e da Procuradoria-Geral da República.

Toffoli negou qualquer relação pessoal com Vorcaro e afirmou que não recebeu recursos do banqueiro, apesar de confirmar sua sociedade na Maridt. Ele justificou que, em 2021, quando a empresa começou a vender sua participação no negócio, não havia conhecimento sobre os problemas legais de Vorcaro.

Sobre a CPI do Master, Motta afirmou que analisará os pedidos de forma cronológica, sem ceder a pressões para mudar o foco das investigações. Ele defendeu que a CPI deve ter um escopo claro e não ser usada como palanque eleitoral, reiterando sua confiança na condução do novo relator do caso no STF, ministro André Mendonça.

A CPI do Crime Organizado aprovou o convite para que Toffoli compareça, além da quebra de sigilo fiscal da Maridt entre 2022 e 2026. Também foram convocados os irmãos de Toffoli, que são gestores da empresa, enquanto a presença do ministro é facultativa.

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