Flávio Bolsonaro sugere candidatura de prefeito que nomeou condenados por milícia no Rio de Janeiro

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Flávio Bolsonaro escolhe prefeito com laços com milicianos para sua aliança no Rio de Janeiro

O senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciou a inclusão do prefeito Márcio Canella (União Brasil) em sua aliança para as eleições no Rio de Janeiro, destacando a controversa trajetória política do gestor.

Canella, que já nomeou dois ex-vereadores condenados por envolvimento com milícias como secretários municipais em Belford Roxo, tem sido alvo de críticas por suas conexões com figuras acusadas de práticas criminosas. A escolha do prefeito para compor o palanque reforça a percepção de um estreito relacionamento com a criminalidade na região da Baixada Fluminense.

Os ex-vereadores Eduardo Araújo (PL) e Fábio Brasil, conhecido como Fabinho Varandão (MDB), foram nomeados por Canella logo no início de sua gestão. Araújo já enfrentava condenação por milícia, enquanto Fabinho foi sentenciado em 2023 por extorsão e porte ilegal de armas. Ambos foram exonerados no ano passado, mas continuam ativos em eventos políticos e inaugurações ao lado do prefeito.

Em defesa de suas escolhas, Canella alegou que, à época das nomeações, não havia condenações definitivas, garantindo o direito à defesa dos acusados. Araújo, por sua vez, afirmou que sua condenação foi injusta e está em processo de apelação. Fabinho, representado por seu advogado, também busca a anulação das condenações com base em supostas nulidades processuais.

Além das condenações, as candidaturas de Araújo e Fabinho para as eleições de 2024 foram barradas pela Justiça Eleitoral, que utilizou como justificativa a proibição do uso de milícias por partidos políticos. Araújo, que é policial militar, foi condenado a oito anos de prisão por sua participação em uma organização criminosa que gerava medo e insegurança na comunidade.

Fabinho, por sua vez, foi acusado de ameaçar concorrentes no mercado de internet em Belford Roxo, utilizando sua influência política para coagir possíveis rivais. Apesar dessas graves acusações e da condenação, Canella manteve os ex-secretários em seu primeiro escalão durante um período significativo.

Os ex-secretários, mesmo após a exoneração, continuam a participar ativamente da agenda política de Canella, apoiando a pré-candidatura de Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, a deputado federal. O envolvimento deles em eventos políticos levanta novos questionamentos sobre a ética e a legalidade das alianças políticas do prefeito.

Este não é um caso isolado de Canella. Em sua campanha de 2018, ele também se associou a Juracy Prudêncio, um ex-PM com condenações por homicídio e associação criminosa, evidenciando um padrão de associação com figuras controversas. A relação de Canella com políticos condenados e as implicações disso para sua gestão e para a segurança pública na Baixada Fluminense continuam sendo temas relevantes e preocupantes para a população local.

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