Netanyahu aponta indícios da morte de Ali Khamenei, líder do Irã
Ofensiva militar conjunta de Israel e EUA gera incertezas sobre liderança iraniana.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a recente ofensiva militar em conjunto com os Estados Unidos pode ter alterado o curso da liderança no Irã. Ele sugere que há indícios da morte de Ali Khamenei, líder supremo iraniano, durante os ataques, embora o Irã tenha negado essa informação, afirmando que Khamenei continua em comando.
Em um vídeo divulgado, Netanyahu afirmou que existem “muitos sinais” de que Khamenei não está mais vivo. Ele destacou que, na manhã do ataque, foram eliminados altos funcionários do regime iraniano, incluindo comandantes da Guarda Revolucionária e figuras-chave do programa nuclear do país. Netanyahu prometeu que a ofensiva continuará, com a meta de atingir milhares de alvos do que considera um regime terrorista.
O líder israelense criticou Khamenei, afirmando que ele teria espalhado o terrorismo globalmente e causado miséria ao seu próprio povo, além de trabalhar incessantemente para a destruição do Estado de Israel.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se manifestou sobre a situação, anunciando o início de uma “grande operação militar” com o objetivo de eliminar as ameaças do regime iraniano. Trump ressaltou que a ofensiva é uma medida de defesa para proteger o povo americano das ameaças advindas do Irã.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, descreveu a operação como “preventiva”, enfatizando que o objetivo é neutralizar qualquer ameaça ao Estado israelense. Essa ação militar ocorre em um contexto de crescente tensão entre os dois países, que se intensificou nas últimas semanas.
Em 19 de fevereiro, Trump havia declarado que, em breve, tomaria uma decisão sobre um possível ataque ao Irã. Ele afirmou que a opinião unânime entre seus conselheiros militares era de que uma guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” para os Estados Unidos.
No discurso do Estado da União, Trump destacou que o Irã não havia declarado que nunca buscaria armas nucleares, um ponto que ele considera crucial. Ele alertou que o regime iraniano já desenvolveu mísseis capazes de ameaçar a Europa e as bases americanas no exterior, além de estar trabalhando para construir mísseis que poderiam atingir os Estados Unidos.
Essas declarações foram feitas em meio a tentativas diplomáticas entre os EUA e o Irã, que não resultaram em um acordo. Uma autoridade iraniana mencionou que o país estaria disposto a fazer concessões, caso os EUA reconhecessem seu direito ao enriquecimento de urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
