Trump é candidato ao Prêmio Nobel da Paz enquanto se envolve em conflitos militares
Trump declara guerra ao Irã, desafiando sua própria retórica de paz.
Na manhã de sábado, 28 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos, em colaboração com Israel, iniciaram um ataque militar ao Irã com o objetivo de derrubar o regime dos aiatolás. Em uma declaração direcionada ao povo iraniano, Trump incentivou-os a reassumir o controle de seu governo, prometendo que este seria deles após a intervenção.
Em uma postagem nas redes sociais, Trump anunciou a morte do aiatolá Ali Khamenei, descrevendo-o como “uma das pessoas mais perversas da História”. Essa ação contrasta fortemente com sua imagem anterior de “presidente da Paz”, que aspirava ao Prêmio Nobel da Paz, mas que agora se posiciona como um defensor de mudanças de regime.
Este bombardeio ao Irã marca a oitava intervenção militar ordenada por Trump durante seu segundo mandato. A última ação militar anterior resultou na captura de Nicolás Maduro, embora não tenha conseguido a mudança de regime na Venezuela, que parece ter sido motivada principalmente pelo interesse no petróleo.
A possibilidade de uma mudança de regime no Irã é considerada improvável, dado que a oposição é fraca e desarticulada. Não há milícias preparadas para uma ação militar coordenada, e intervenções aéreas, mesmo que intensas, raramente resultam na derrubada de governos sem o apoio de tropas de ocupação.
Uma observação pertinente foi feita por uma colunista, que destacou a ilusão de que o povo iraniano se uniria para criar um novo governo. A história das intervenções dos EUA no Oriente Médio sugere que essas expectativas são infundadas. A eliminação da liderança do país não garante um resultado positivo ou estável.
Um editorial recente de um importante veículo de comunicação criticou a abordagem de Trump, chamando-a de imprudente e mal definida, destacando a falta de apoio internacional e interno que compromete as chances de sucesso. Além disso, a análise apontou que ele desrespeitou o direito internacional em suas ações.
Por outro lado, um jornal brasileiro expressou que, independentemente das motivações por trás do conflito, a derrubada do regime iraniano seria benéfica para o mundo. Essa perspectiva reflete um apoio mais alinhado com os interesses de Israel, que tem alertado sobre o suposto desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã, embora sem apresentar evidências concretas.
Recentemente, Trump havia indicado que estava próximo de estabelecer um acordo com o Irã, mas agora parece ter abandonado a diplomacia em favor da ação militar, desconsiderando os princípios do Direito Internacional.
