Agricultura Familiar no Rio Grande do Sul impulsiona a economia local
A agricultura familiar é fundamental para a economia e alimentação no Rio Grande do Sul.
A agricultura familiar desempenha um papel vital na alimentação dos gaúchos, sendo crucial para a economia rural e a segurança alimentar do estado.
No Rio Grande do Sul, existem mais de 365 mil estabelecimentos agropecuários, a maioria deles de base familiar. Essas propriedades são responsáveis por uma significativa parte da produção de alimentos, envolvendo centenas de milhares de famílias que cultivam, criam e transformam alimentos que chegam à mesa dos consumidores diariamente.
O setor tem um impacto econômico considerável, movimentando mais de R$ 20 bilhões anualmente, incluindo produção primária, agroindústrias e cooperativas. Mais de 70% dos alimentos consumidos no estado provêm dessas pequenas propriedades, que produzem uma diversidade de produtos como leite, queijos, embutidos, hortaliças, frutas, carnes, mel, panificados, vinhos coloniais e azeites artesanais.
O cooperativismo e programas públicos como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) são essenciais para garantir mercado e renda a esses agricultores. Esses programas compram diretamente da agricultura familiar para abastecer entidades sociais e merendas escolares, fortalecendo a conexão entre a produção local e a comunidade.
Carlos Joel da Silva, presidente da Fetag-RS, ressalta a importância do reconhecimento da agricultura familiar como protagonista da economia estadual. Por sua vez, o engenheiro agrônomo Vilmar Leitzke, da Emater/RS-Ascar, enfatiza que o apoio técnico e a organização de feiras são fundamentais para aumentar a visibilidade e a renda das famílias rurais.
O secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, aponta que em 2025 houve um recorde histórico de investimentos em feiras da agricultura familiar, totalizando R$ 14 milhões que possibilitaram a realização de 139 feiras em todo o estado. Esses investimentos demonstram o compromisso do governo em apoiar quem produz e movimenta a economia local.
Entretanto, os desafios permanecem, como o acesso a crédito, a modernização tecnológica e a sucessão familiar. A saída de jovens do campo ameaça a continuidade das propriedades, mas iniciativas de agroindústrias familiares e o fortalecimento das feiras locais mostram que o setor está se adaptando, agregando valor e conquistando novos consumidores.
Assim, a agricultura familiar gaúcha se revela um gigante silencioso, movimentando bilhões, empregando centenas de milhares de trabalhadores e garantindo a soberania alimentar do estado. É um elemento central do interior, que merece reconhecimento como protagonista da economia e da cultura do Rio Grande do Sul.
