Servidores da educação de Minas Gerais entram em greve a partir de quarta-feira, 4 de março
Trabalhadores da educação em Belo Horizonte iniciam greve por aumento salarial e melhores condições de trabalho.
Trabalhadores da rede estadual de educação em Belo Horizonte decidiram entrar em greve a partir da próxima quarta-feira, 4 de março. As reivindicações incluem um aumento salarial de 41,83%, que corresponde às perdas acumuladas entre 2019 e 2025, além da aplicação do reajuste previsto na portaria nº 82 do MEC, datada de 30 de janeiro de 2026.
A portaria 82 estabelece o novo valor do piso salarial do magistério público da educação básica para 2026, fixado em R$ 5.130,63. O sindicato que representa a categoria está promovendo a Campanha Salarial Educacional/2026, que abrange diversas outras reivindicações relacionadas a questões econômicas e educacionais.
Durante uma assembleia realizada na semana passada, a coordenadora geral do Sind-UTE/MG, Denise de Paula Romano, destacou que a decisão de entrar em greve é uma forma de resistência na luta por melhores salários e condições de trabalho. Segundo ela, a partir do dia 4 de março, as escolas estaduais estarão fechadas.
A greve na educação será por tempo indeterminado. Romano enfatizou que essa ação é necessária devido à grave defasagem salarial que resultou em uma redução de quase 42% nos vencimentos ao longo dos últimos oito anos.
Ela também ressaltou que o direito ao reajuste salarial anual tem sido desrespeitado em Minas Gerais, agravando ainda mais a situação dos trabalhadores da educação.
Além das questões salariais, os educadores enfrentam um aumento da carga de trabalho, redução de direitos e condições cada vez mais precárias para o exercício de sua profissão, conforme concluído por Romano.
