Filhote de ovelheiro é entregue à Cabanha Itaó como prêmio do 1º Mundialito

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Premiação do 1º Mundialito destaca a importância do cão ovelheiro na cultura gaúcha

A sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, foi um dia marcante para a Cabanha Itaó, localizada em Santiago (RS). Laércio Martins, responsável pela cabanha, recebeu oficialmente um filhote de ovelheiro, um prêmio oferecido pelo Rancho Xucro durante a premiação do 1º Mundialito, realizado em novembro de 2025.

O Mundialito teve como objetivo incentivar a base da raça Crioula, reunindo potros e potrancas com até dois anos incompletos nas categorias Incentivo Menor e Incentivo Maior. Ao todo, foram distribuídos mais de R$ 50 mil em prêmios, com o filhote de ovelheiro sendo concedido ao Grande Campeão. Essa iniciativa reforça o compromisso do evento em valorizar não apenas os animais em pista, mas também o esforço dos criadores e das cabanhas participantes.

Tiago Sangiogo, presidente da entidade organizadora, destacou que a entrega do filhote simboliza o reconhecimento da dedicação da Cabanha Itaó. “Que seja o começo de uma grande parceria e de muitas conquistas pela frente”, afirmou.

Ovelheiro gaúcho: um amigo do campo

O cão ovelheiro gaúcho é uma raça tradicional, intimamente ligada ao manejo de ovinos e bovinos no sul do Brasil. Reconhecida oficialmente em 2013, essa raça possui séculos de história, refletindo a identidade cultural do Rio Grande do Sul.

Com um instinto acentuado para pastoreio, o ovelheiro é conhecido por sua inteligência e rusticidade, sendo capaz de conduzir rebanhos com agilidade e disciplina. Essas características tornam o cão um aliado indispensável para os produtores rurais.

Entre as principais características da raça estão: o instinto de pastoreio, que permite conduzir animais com firmeza e sem agressividade; resistência física, adaptando-se ao clima e às longas jornadas no campo; fidelidade, criando laços fortes com o cabanheiro; e versatilidade, atuando tanto em áreas abertas quanto em manejos mais delicados.

A fotógrafa e criadora Caroline Quincozes, que registrou a entrega do filhote, ressaltou a simbologia da escolha do ovelheiro como prêmio: “O cão ovelheiro representa a essência do trabalho no campo. Ele é mais que um animal de companhia, é parte da rotina e da cultura do produtor gaúcho.”

Mundialito: um impulso para a raça Crioula

O 1º Mundialito foi criado com a intenção de fortalecer a base da raça Crioula, incentivando os criadores a apresentarem potros e potrancas ainda em formação. A iniciativa busca ampliar a participação de cabanhas menores, valorizando o futuro da raça e promovendo um ambiente de integração e aprendizado.

Com 84 animais de 28 criatórios de quatro estados (RS, SC, PR e RJ), o evento não apenas evidenciou a força da raça, mas também promoveu a integração social e cultural entre os participantes. Mais do que uma simples exposição, foi uma celebração da genética e da tradição campeira.

O Rancho Xucro, responsável pela oferta do filhote, enfatizou que o prêmio foi idealizado para unir as tradições do cavalo Crioulo e do cão ovelheiro, ambos símbolos da vida rural e da cultura gaúcha.

Um prêmio significativo

Para a Cabanha Itaó, a chegada do filhote de ovelheiro representa mais do que uma conquista esportiva; é uma prática que reforça a parceria no campo, unindo tradição e inovação.

Laércio Martins expressou seu sentimento em relação ao prêmio: “Esse filhote não é apenas um prêmio, é um companheiro que vai crescer junto com a nossa cabanha. Ele representa o esforço de todos que trabalham aqui e será parte da nossa história. É um reconhecimento que nos emociona, trazendo para nossa rotina um símbolo da cultura gaúcha. Esse cachorro vai estar conosco nas lidas diárias, ajudando no manejo e lembrando sempre da conquista que tivemos no Mundialito.”

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