Novo imposto de importação pode impactar preços de celulares e afetar diversas marcas
Aumento de impostos sobre celulares importados pode impactar consumidores brasileiros.
Recentemente, o governo anunciou um aumento nas alíquotas do imposto de importação para celulares, que pode chegar a até 7,2 pontos percentuais. Essa mudança visa afetar diretamente os produtos importados, impactando setores que dependem de compras internacionais.
Embora a medida não tenha atingido os smartphones produzidos no Brasil, que representam 95% das vendas no país em 2025, os 5% restantes, majoritariamente importados da China, poderão ser afetados. As informações foram confirmadas por autoridades do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
As principais marcas de smartphones, como Apple, Samsung e Motorola, já montam seus aparelhos no Brasil, o que as isenta do impacto do novo imposto. Essas empresas utilizam componentes importados que são montados em fábricas locais, garantindo que seus produtos não sofram alterações de preço devido ao aumento da alíquota.
No entanto, a Xiaomi, que não possui produção local, poderá ser uma das marcas mais impactadas pela elevação dos impostos. A empresa ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão do governo.
O advogado tributarista Roberto Beninca destaca que a demanda por celulares importados permanece alta, mesmo com a oferta nacional. Isso ocorre porque muitos consumidores buscam tecnologia e custo-benefício que, muitas vezes, são mais favoráveis em produtos importados.
E quanto se pagaria a mais em um celular importado?
Beninca exemplifica que, com um celular importado custando US$ 600 e um câmbio de R$ 5, o valor em reais seria de R$ 3 mil. Com a alíquota anterior de 16%, o imposto seria de R$ 480, totalizando R$ 3.480. Com o aumento de 7,2 pontos percentuais, a nova alíquota de 23,2% elevaria o imposto para R$ 696, resultando em um custo total de R$ 3.696 na fase inicial da importação.
Entretanto, esse valor não representa o preço final ao consumidor, pois inclui margens de lucro, despesas logísticas e outros tributos. A mudança nas alíquotas reflete uma tentativa do governo de reequilibrar os preços entre produtos nacionais e importados, considerando a forte dependência do Brasil em relação a importações, especialmente da China.
Produtos afetados
- Telefones inteligentes (smartphones)
- Torres e pórticos
- Reatores nucleares
- Caldeiras
- Geradores de gás de ar
- Turbinas para embarcações
- Motores para aviação
- Bombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantes
- Fornos industriais
- Congeladores (freezers)
- Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicas
- Máquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafas
- Empilhadeiras
- Robôs industriais
- Máquinas de comprimir ou de compactar
- Distribuidores de adubos (fertilizantes)
- Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeira
- Máquinas para fabricação de sacos ou de envelopes
- Máquinas e aparelhos de impressão
- Cartuchos de tinta
- Descaroçadeiras e deslintadeiras de algodão
- Máquinas para fiação de matérias têxteis
- Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado
- Martelos
- Circuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montados
- Máquinas de cortar o cabelo
- Painéis indicadores com LCD ou LED
- Controladores de edição
- Tratores</
