Companhias aéreas continuam a cancelar voos no Oriente Médio
Suspensões de voos no Oriente Médio aumentam após ataques dos EUA e Israel ao Irã.
Companhias aéreas de diversas nacionalidades continuam a suspender operações no Oriente Médio, em decorrência dos recentes ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. A situação se agravou desde o último sábado, resultando em um grande número de cancelamentos e interrupções nas rotas aéreas.
De acordo com dados de plataformas de rastreamento de voos, mais de 9.500 voos foram cancelados em sete importantes aeroportos da região, incluindo Doha, Abu Dhabi e Bahrein. Estima-se que mais de 1,5 milhão de passageiros tenham sido impactados por essas medidas restritivas.
Além disso, explosões foram relatadas após ataques aéreos em áreas próximas a aeroportos, levando a mudanças repentinamente nos planos de voo. Um exemplo ocorreu com um voo que partiu de Mumbai com destino a Dubai, que precisou retornar ao seu ponto de origem antes de tentar novamente seguir para os Emirados Árabes Unidos.
As medidas de cancelamento e suspensão de voos foram adotadas por várias transportadoras internacionais. Ethiopian Airlines, por exemplo, confirmou a suspensão de voos para cidades como Amã, Beirute e Tel Aviv, com previsão de retorno ainda indefinida.
Royal Air Maroc e Turkish Airlines também anunciaram cancelamentos, com a última oferecendo a possibilidade de remarcação gratuita para passagens adquiridas antes da escalada do conflito. A Etihad Airways suspendeu todos os voos comerciais de e para Abu Dhabi, orientando os passageiros a não se dirigirem aos aeroportos sem prévia comunicação.
A Emirates Airlines cancelou seus voos de e para Dubai, enquanto a Qatar Airways informou que não retomará suas operações até nova autorização das autoridades locais. Lufthansa e Air France também suspenderam suas rotas, abrangendo destinos como Tel Aviv e Beirute.
Os voos do Brasil para o Oriente Médio também foram afetados, com cancelamentos registrados no Aeroporto Internacional do Galeão e em Guarulhos. Durante o final de semana, três voos que partiram do Brasil em direção aos Emirados Árabes Unidos e ao Qatar foram obrigados a retornar.
ESCALADA NA TENSÃO
A recente ofensiva dos EUA contra o Irã é resultado de um longo período de tensão entre os dois países. Nos últimos dias, declarações de líderes políticos indicaram uma disposição para ações militares, com a possibilidade de uma guerra sendo considerada por alguns como uma “vitória fácil” para os Estados Unidos.
O presidente dos EUA, em um discurso, enfatizou a necessidade de que o Irã declare sua intenção de não desenvolver armas nucleares, enquanto as conversas diplomáticas entre os países não resultaram em um acordo satisfatório.
Uma autoridade iraniana sugeriu que o país poderia estar aberto a concessões, desde que os EUA reconhecessem seu direito ao enriquecimento de urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas que têm sido um ponto de discórdia nas relações bilaterais.
Leia mais sobre o ataque de Israel e dos EUA ao Irã:
