Cuba Classifica Seis Tripulantes de Embarcação dos EUA como Terroristas por Invasão de Suas Águas Territoriais

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Colapso econômico em Cuba devido à falta de petróleo da Venezuela.

Seis tripulantes de uma embarcação americana foram formalmente acusados de “terrorismo” após serem interceptados pela guarda costeira de Cuba em suas águas territoriais. O Ministério Público do país anunciou a acusação nesta terça-feira.

A embarcação, que transportava armas de diversos calibres e cerca de 13 mil munições, foi abordada por uma fragata da guarda costeira. Segundo as autoridades cubanas, os tripulantes reagiram abrindo fogo ao serem solicitados a se identificarem.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarou que Cuba está pronta para se defender contra qualquer “agressão terrorista e mercenária” que ameace sua soberania. Ele reafirmou que o país não ataca nem ameaça, mas se defenderá com firmeza.

“Cuba não ataca nem ameaça. Já afirmamos isso repetidamente e reiteramos hoje: Cuba se defenderá com determinação e firmeza contra qualquer agressão terrorista ou mercenária que busque afetar sua soberania e estabilidade nacional”, afirmou o presidente.

Díaz-Canel também compartilhou uma notícia que descreve o incidente como uma “tentativa frustrada de infiltração armada com fins terroristas”, identificando os ocupantes da embarcação como cubanos residentes nos Estados Unidos.

Marco Rubio, chefe da diplomacia dos EUA, comentou que Washington fará sua própria verificação sobre o incidente, enfatizando que não se tratava de uma operação americana e que não havia envolvimento do governo dos EUA.

O governo russo, aliado de Cuba, classificou o episódio como uma “provocação agressiva e deliberada dos EUA” e expressou preocupação com a deterioração da situação em Cuba.

Recentemente, um confronto em águas cubanas resultou na morte de quatro pessoas em uma lancha com matrícula da Flórida. Outras duas pessoas ficaram feridas e foram detidas. O governo cubano revelou que todos os ocupantes eram cubanos que residiam nos EUA.

Após o incidente, os sobreviventes alegaram que tinham a intenção de realizar uma infiltração com fins terroristas. Foram encontrados fuzis de assalto, pistolas e coquetéis Molotov a bordo da embarcação.

A embarcação foi detectada a cerca de 2 quilômetros da costa do município de Corralillo. Durante a abordagem, os ocupantes abriram fogo contra os militares cubanos, que estavam a bordo de uma unidade das Tropas Guardafronteiras.

Cuba reiterou sua disposição de proteger suas águas territoriais, afirmando que a defesa nacional é fundamental para garantir a soberania e a estabilidade na região. As autoridades continuam investigando o caso.

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