Defesa de Lulinha irá ao STF contra vazamentos de dados fiscais
Advogados de Lulinha denunciam vazamento de informações como crime grave
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou que irá comunicar ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à presidência do Congresso Nacional sobre o vazamento de informações referentes à quebra de sigilo de seus dados bancários. As informações revelam que Lulinha movimentou R$ 19,5 milhões em contas associadas a ele, o que, segundo os advogados, configura um “crime grave”.
Recentemente, foi noticiado que a Polícia Federal já quebrou o sigilo fiscal de Lulinha e está cruzando essas informações com dados de outros investigados, como o Careca do INSS e a lobista Roberta Luchsinger. Essa ação visa entender o fluxo de dinheiro entre as contas bancárias dos envolvidos. As autorizações para essas investigações foram concedidas pelo ministro André Mendonça, que é o relator do inquérito sobre fraudes no INSS.
A defesa de Lulinha alega que houve um vazamento seletivo e criminoso das informações, sem o devido contexto. Os advogados argumentam que a menção à “soma das movimentações” é irrelevante, pois não reflete os valores líquidos nas contas.
Em nota, a defesa afirmou que acionou as autoridades competentes para que tomem as devidas providências em relação aos vazamentos. A nota ressalta que, se confirmado, o vazamento é um crime grave que será comunicado a todas as autoridades relevantes. A defesa também se comprometeu a investigar e punir os responsáveis.
Sobre transferências de R$ 721 mil do presidente, os advogados esclarecem que se tratam de adiantamentos de legítima herança, devolução de custos e empréstimos relacionados a negócios familiares. Eles enfatizam que não têm acesso aos documentos que foram recebidos pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) e que, portanto, é impossível avaliar a veracidade das informações vazadas.
Documentos preliminares da investigação indicam que Lulinha pode ter recebido uma mesada de R$ 300 mil relacionada a um esquema de desvios de recursos da Previdência Social, o que ele nega. Há indícios de que o Careca do INSS, preso desde setembro de 2025, foi o responsável pelos pagamentos.
QUEBRA DE SIGILO
Na decisão que autorizou a quebra de sigilo, o ministro André Mendonça determinou que os provedores de internet preservem os e-mails de Lulinha pelo tempo necessário para as investigações. Mendonça é o relator do caso que investiga fraudes em pagamentos de benefícios do INSS.
A decisão coincide com um aumento nas declarações públicas do presidente Lula sobre seu filho e as suspeitas de fraudes no INSS, indicando uma intensificação das investigações.
ENTENDA
A CPMI investiga fraudes e descontos indevidos em benefícios do INSS, e a quebra de sigilo permite acesso a movimentações financeiras, declarações fiscais e contratos relacionados aos investigados. Até o momento, não há uma decisão judicial que atribua crime a Lulinha, e a medida faz parte da fase de coleta de provas da comissão parlamentar.
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