PF notifica Eduardo Bolsonaro por ausências em delegacia no Rio
Polícia Federal avança em processo disciplinar contra Eduardo Bolsonaro por faltas no trabalho.
A Polícia Federal (PF) iniciou um novo Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Eduardo Bolsonaro, que foi cassado como deputado. A ação se deve à sua ausência injustificada em uma delegacia localizada em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.
Atualmente, Eduardo, que ocupa o cargo de escrivão na PF, está afastado de suas funções. Ele se encontra nos Estados Unidos e não justificou suas faltas, o que motivou a abertura do PAD.
A PF notificou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro por meio de edital publicado no Diário Oficial da União, uma vez que ele está em “local incerto e não sabido”. O procedimento investiga indícios de abandono de cargo e representa a segunda notificação feita pela corporação em um intervalo de três dias.
Com a publicação do edital, Eduardo tem um prazo de 15 dias para apresentar sua defesa no processo. Caso não se manifeste, será considerado revel, e a Corregedoria da PF terá que designar um defensor dativo para representá-lo.
Esse PAD ocorrerá simultaneamente a outro processo que investiga improbidade administrativa relacionada à atuação de Eduardo nos Estados Unidos, que pode afetar a soberania nacional.
Há expectativa de que a demissão de Eduardo seja concluída no segundo semestre, de acordo com informações de uma ala da PF.
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Réu no STF
Desde março do ano passado, Eduardo reside nos Estados Unidos e declara que não pretende retornar ao Brasil, alegando ser alvo de perseguição política.
No dia 19 de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) formalizou uma ação penal contra ele, acusando-o de obstrução de Justiça e coação, tornando-o réu no processo.
Em novembro do ano passado, a Primeira Turma do STF aceitou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O procurador-geral, Paulo Gonet, alegou que Eduardo teria agido de maneira reiterada para subordinar os interesses da República a objetivos pessoais e familiares.
Com a abertura da ação penal, o ex-deputado deverá apresentar sua defesa e indicar testemunhas. Ao final do processo, os ministros do STF decidirão se ele será absolvido ou condenado.
