Governo federal institui duas novas unidades de conservação no litoral gaúcho e apresenta os locais

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Governo cria novas Unidades de Conservação no litoral sul do Rio Grande do Sul.

O governo Lula estabeleceu, por meio de um decreto publicado no Diário Oficial da União, duas novas Unidades de Conservação (UCs) federais no litoral sul do Rio Grande do Sul. As áreas designadas são o Parque Nacional Marinho do Albardão e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão, localizadas no município de Santa Vitória do Palmar.

Essa iniciativa visa proteger uma das regiões mais significativas para a preservação da biodiversidade do Atlântico Sul, além de aprimorar as estratégias de enfrentamento das mudanças climáticas e da perda global de biodiversidade.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, enfatizou que o decreto reflete o comprometimento do governo com a conservação ambiental. Ela destacou que a criação dessas unidades é resultado de estudos científicos, consultas públicas e colaborações entre diversas instituições, além do esforço de servidores, pesquisadores e cidadãos dedicados à conservação.

A área total das novas unidades, que inclui o Parque Nacional do Albardão e sua Zona de Amortecimento, juntamente com a APA, soma 1.618.488 hectares. Esse território abriga ecossistemas marinhos e costeiros de grande importância ecológica, servindo como habitat de alimentação, reprodução e crescimento para várias espécies ameaçadas.

Marina também ressaltou que os ambientes de concheiros e a presença de espécies ameaçadas, juntamente com um valioso patrimônio arqueológico, agora recebem a proteção necessária à sua relevância. A criação dessas unidades demonstra que a proteção ambiental é uma solução, e não um obstáculo.

Entre as espécies ameaçadas na região, destacam-se a toninha, o golfinho mais ameaçado do Atlântico Sul Ocidental, além de tartarugas marinhas, tubarões, raias, aves migratórias e mamíferos que utilizam a área ao longo de suas vidas. A proteção desses habitats é crucial para diminuir a mortalidade da fauna e manter processos ecológicos essenciais nos ambientes marinhos.

O litoral sul do Rio Grande do Sul é parte da rota atlântica das Américas, conectando o Ártico canadense e o Alasca, nos Estados Unidos, ao sul da América do Sul, passando pela costa brasileira.

Essas áreas funcionam como “postos de abastecimento” ecológicos, onde aves fazem pausas para descansar e recuperar energia após voos longos, alimentando-se de invertebrados e pequenos crustáceos ao longo do caminho.

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