G7 avalia liberação de reservas de petróleo diante da alta nos preços

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Ministros do G7 e IEA discutem liberação de petróleo para conter alta de preços.

Os ministros das Finanças do G7 estão em reunião nesta segunda-feira para avaliar a possibilidade de liberar petróleo das reservas estratégicas, em resposta à recente alta dos preços causada pela guerra no Irã.

A videoconferência será realizada às 9h30 (de Brasília) e contará com a presença do diretor-executivo da IEA, Fatih Birol. Fontes indicam que ao menos três países do G7, incluindo os Estados Unidos, já demonstraram apoio à liberação coordenada dos estoques de petróleo.

As reservas estratégicas são mantidas pelos países membros da IEA como uma medida coletiva para enfrentar choques no mercado de energia e oscilações bruscas de preços. Este sistema foi estabelecido em 1974, após o embargo petrolífero que resultou em escassez de combustível e aumento significativo dos preços no Ocidente.

Autoridades americanas estão considerando a liberação de 300 a 400 milhões de barris, representando cerca de 25% a 30% das reservas públicas dos países da IEA, que totalizam aproximadamente 1,2 bilhão de barris. Além disso, há cerca de 600 milhões de barris adicionais mantidos pela indústria que poderiam ser utilizados em situações de emergência.

Esses estoques, se liberados, seriam suficientes para atender a quase um mês da demanda total de petróleo dos países da IEA, ou cerca de 140 dias das importações líquidas. Estados Unidos e Japão detêm cerca de 700 milhões de barris do total armazenado pelos governos.

A discussão sobre a liberação das reservas ocorre em um contexto de forte aumento nos preços do petróleo, que dispararam desde o início do conflito no Golfo. O preço do Brent, referência internacional, subiu 24% nas negociações na Ásia, alcançando US$ 116,71 por barril, antes de recuar para cerca de US$ 110,85, ainda representando uma alta de aproximadamente 19%. O WTI, referência americana, também ultrapassou os US$ 116 antes de cair para cerca de US$ 108.

Esse aumento nos preços gera preocupações sobre a inflação global e uma possível desaceleração econômica, afetando especialmente grandes importadores de petróleo, como China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Alemanha, Itália e Espanha.

Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina subiu para US$ 3,45 por galão, em comparação aos US$ 2,98 da semana anterior. O presidente Donald Trump minimizou a alta, afirmando que os preços do petróleo cairão rapidamente assim que a ameaça nuclear do Irã for resolvida.

A liberação coordenada de reservas representaria uma mudança na postura do governo americano, que anteriormente considerava desnecessário recorrer a estoques estratégicos para estabilizar o mercado. No entanto, analistas do setor indicam que a magnitude da recente alta deixou os formuladores de políticas com poucas opções.

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