Irã se prepara para nova batalha: a corrida por passagens aéreas antes da alta nos preços

Compartilhe essa Informação

Preços de combustível de aviação disparam devido a conflitos no Oriente Médio.

Se você estava planejando comprar uma passagem aérea, é aconselhável agir rapidamente. O preço do combustível de aviação tem mostrado um aumento significativo, especialmente após o início da nova guerra no Oriente Médio.

Desde os recentes conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, a cadeia de suprimentos de combustível de aviação foi severamente afetada. A pressão sobre este mercado tem gerado um cenário preocupante para o futuro, com expectativas de que os preços continuem a subir.

R$ 1.191,94

O preço do barril de combustível de aviação alcançou um recorde de R$ 1.191,94 na última quarta-feira na Ásia. Esse valor, embora tenha se recuperado, ilustra a instabilidade do mercado atual.

Analistas do setor apontam que a situação é caótica, com o preço do querosene de aviação dobrando em relação ao petróleo bruto, algo inesperado para muitos especialistas do setor.

Já fazia anos

O combustível de aviação não era tão caro na Europa desde 2022, e na Ásia e nos Estados Unidos, há dois anos. A situação atual não é apenas uma questão de aumento de preços, mas sim de um cenário em que as restrições estão se intensificando.

Estima-se que cerca de 40% do combustível de aviação que chega à Europa passa pelo Estreito de Ormuz, atualmente congestionado devido a atividades militares. Isso tem gerado incertezas sobre a continuidade do fornecimento.

Por que isso está acontecendo?

O combustível de aviação é mais sensível ao mercado do que o combustível automotivo, o que significa que necessita de processamento específico em refinarias. Nos últimos anos, a Europa reduziu o número de refinarias, o que já havia impactado os preços do diesel no início da guerra na Ucrânia.

Além disso, refinarias na Ásia enfrentam interrupções devido a conflitos no Irã e em países vizinhos. Algumas refinarias na Arábia Saudita foram forçadas a suspender operações em decorrência de ataques.

O governo chinês também está limitando as exportações de combustível para priorizar o abastecimento interno, o que tem contribuído para a diminuição do petróleo disponível nas refinarias. Algumas empresas estão considerando desviar rotas para evitar os perigos do Estreito de Ormuz.

Atualmente, a dificuldade de acesso ao petróleo não é o único problema. Campos petrolíferos estão sendo fechados devido à falta de transporte. O Irã já interrompeu a produção em alguns campos, e o Kuwait pode ser o próximo a enfrentar a mesma situação, visto que a Europa depende significativamente do petróleo refinado proveniente deste país.

E tanques minúsculos

Outro desafio é que os tanques que armazenam combustível de aviação são pequenos e requerem condições específicas, resultando em uma alta frequência de reabastecimento. Isso torna o mercado mais suscetível a flutuações de preço.

Assim, uma combinação de fatores está criando uma tempestade perfeita: a extração de petróleo está diminuindo, os países estão restringindo exportações, as empresas estão buscando alternativas para garantir o abastecimento e a capacidade de armazenamento é vulnerável a interrupções.

Avisos já foram emitidos

Além disso, parte do combustível está sendo retida no Oriente Médio para abastecer aeronaves em aeroportos que enfrentam caos logístico. As filas para reabastecimento têm causado atrasos significativos, levando algumas companhias aéreas a reabastecer antes de chegar ao destino para evitar congestionamentos.

As companhias aéreas de baixo custo na Europa são as mais afetadas, operando com margens de lucro estreitas. Uma dessas empresas já prevê um prejuízo significativo devido ao aumento dos preços, o que poderá impactar suas projeções financeiras para o futuro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *