Milho continua em alta mesmo com possíveis efeitos da guerra no Oriente Médio

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Preços do milho em alta no Brasil, enquanto o sul enfrenta queda devido à oferta elevada.

No início deste mês, os preços do milho estão em ascensão na região de Campinas. Apesar da alta demanda no mercado, muitos produtores estão hesitantes em realizar vendas, concentrando-se nas colheitas e no preparo para a nova safra. Este período marca a transição entre a primeira e a segunda safra anual, e os indicadores de mercado apontam valores que alcançam R$ 70 por saca, um patamar não visto desde dezembro de 2025.

A situação se repete em outras regiões, onde pesquisadores do Cepea observam uma tendência de alta nos preços, especialmente em áreas com grande consumo do grão. Em locais onde a produção de soja é prioritária, também se verifica uma elevação nas cotações, refletindo a dinâmica do mercado agrícola.

No Sul, a situação é oposta

Enquanto isso, na região sul do Brasil, os preços do milho estão em declínio. Esse cenário se deve à abundância da oferta no mercado, uma vez que a região se destacou como o maior produtor da primeira safra no início do ano. Além disso, a antecipação das colheitas no sul contribui para a redução dos preços, pressionando ainda mais o mercado local.

De olho no Oriente Médio

O conflito no Oriente Médio tem gerado preocupação entre os agentes do setor consultados pelo Cepea. O Irã, que foi o principal importador do milho brasileiro em 2025, consumiu 9 milhões de toneladas no ano anterior. Embora a situação seja alarmante, as exportações do grão tendem a se intensificar no segundo semestre do ano, o que significa que os impactos diretos ainda são tímidos neste momento.

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