China investe em fazendas de suínos em arranha-céus e expande projeto para outros países

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China inova com megafazendas verticais de suínos, expandindo seu modelo para o Vietnã.

As granjas de suínos, tradicionalmente associadas a grandes áreas horizontais, estão passando por uma transformação radical na China. O país está investindo em megafazendas verticais, onde a criação de suínos é realizada em arranha-céus, permitindo uma produção em larga escala e otimização do espaço.

Recentemente, a China começou a exportar esse modelo inovador. O conceito de “fazendas em torre”, que antes parecia futurista, agora se concretiza com a construção de complexos verticais, como o projeto em parceria da Muyuan Foods com uma empresa local no Vietnã. Este complexo, localizado na província de Tay Ninh, terá capacidade para criar 64 mil suínos e incluirá uma fábrica de ração.

O investimento total para a construção do complexo é estimado em mais de US$ 450 milhões. As autoridades locais já deram aprovação para o projeto, que promete revolucionar a forma como a suinocultura é realizada no país.

Muyuan Foods, a maior produtora de suínos da China, está por trás dessa iniciativa. A empresa tem se destacado não apenas pela sua capacidade produtiva, mas também pelo uso de edifícios verticais que melhoram a eficiência na criação de suínos. Essa abordagem visa aumentar a biossegurança e facilitar a gestão de resíduos.

O modelo vertical foi adotado na China após a devastadora peste suína africana de 2018, que resultou na morte de milhões de suínos. Desde então, o país tem buscado formas de modernizar sua indústria suinícola, e a criação em arranha-céus é vista como uma solução inovadora para os desafios enfrentados.

Além de otimizar o espaço em áreas urbanas densamente povoadas, as megafazendas verticais oferecem vantagens em termos de controle sanitário e eficiência na produção. Contudo, esse modelo também apresenta riscos, como a potencial disseminação de doenças através de sistemas de ventilação.

Com a expansão das megafazendas para além das fronteiras, a China busca não apenas estabilizar seu rebanho, mas também influenciar o mercado global de carne suína, apresentando um novo paradigma na produção agrícola.

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