Estudo revela avanço da participação feminina no mercado de trabalho no Rio Grande do Sul

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Participação feminina no mercado de trabalho no Rio Grande do Sul atinge recorde em 2024.

A participação das mulheres no mercado de trabalho no Rio Grande do Sul alcançou 58,5% em 2024. Nesse período, a taxa de desocupação feminina recuou para 6,2%, o menor índice da série histórica estadual, abaixo da média nacional, que é de 8,1%. Esse desempenho é um reflexo das oscilações observadas durante e após a pandemia.

A inserção das mulheres no mercado formal demonstra uma crescente qualificação. No ano passado, 34,2% das trabalhadoras no estado possuíam ensino superior completo, uma proporção significativamente superior à dos homens, que era de 19,1%. No entanto, a disparidade nos rendimentos ainda é preocupante: o salário médio feminino corresponde a apenas 76% do masculino.

Esses dados fazem parte da Síntese ODS 5 – Igualdade de Gênero, que monitora 47 indicadores relacionados às metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 no estado, evidenciando a necessidade de avanços em diversas áreas.

O levantamento também analisa a presença feminina em posições de decisão. Em 2025, as mulheres representavam 61,4% do total de servidores do Poder Executivo estadual, ocupando 54,3% dos cargos de chefia, um aumento de nove pontos percentuais em relação a 2024. Nas Secretarias Estaduais, elas lideram 35,5% das pastas.

No plano federal, cerca de 26,3% dos cargos ministeriais são ocupados por mulheres, e no Judiciário gaúcho, a presença feminina é de 45,3% entre os magistrados. Na segurança pública, 41,5% da Polícia Civil e 16,3% da Brigada Militar são mulheres.

Quanto ao trabalho não remunerado, um estudo realizado em 2022 revelou que as mulheres dedicaram 11,3% do seu tempo aos afazeres domésticos, sendo essa proporção 1,7 vez maior que a dos homens, que é de 6,7%. Entre as mulheres inativas de 18 a 60 anos, 10,9% indicaram que os cuidados domésticos eram a principal razão para não estarem no mercado de trabalho, número inferior à média nacional de 15,7%.

Saúde

Os indicadores de saúde mostram progresso no acesso à prevenção e acompanhamento. Em 2024, 83,2% das gestantes no Rio Grande do Sul realizaram sete ou mais consultas de pré-natal, um aumento em relação a 2015, quando esse percentual era de 74,1%. Entretanto, alguns indicadores ainda apresentam números alarmantes. Os partos cesáreos em 2024 representaram 65,7% do total no estado, acima da média brasileira de 60,6%. A mortalidade materna também foi preocupante, com 47,3 óbitos por 100 mil nascidos vivos, um aumento em relação ao índice de 33,9 registrado em 2023.

No que diz respeito à imunização, a cobertura vacinal contra o HPV entre meninas de 9 a 14 anos chegou a 90,5% em 2025, atingindo a meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde. A taxa de detecção de HIV entre mulheres apresentou uma queda significativa, de 28,8 para 17,1 por 100 mil habitantes entre 2015 e 2024. Entre as diagnosticadas, 86% estão em tratamento, com 94% desse grupo apresentando carga viral suprimida.

Violência

O monitoramento também inclui dados sobre a violência contra as mulheres. Em 2025, foram registradas 1.433 vítimas de estupro do sexo feminino com até 14 anos em situação de violência doméstica, representando uma redução de 10% em relação a 2024, que teve 1.593 vítimas. Em termos percentuais, meninas e adolescentes de 0 a 19 anos constituíram 75,3% das vítimas de estupro, embora representem apenas 22,3% da população feminina do estado, com a maior incidência ocorrendo na faixa etária de 10 a 14 anos, responsável por 37,9% dos casos.

Além disso, em 2025, a taxa de feminicídios consumados foi de 1,38 por 100 mil mulheres, enquanto a taxa de feminicídio tentado alcançou 4

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