Participação feminina no mercado de trabalho do Rio Grande do Sul cresce significativamente

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Participação feminina no mercado de trabalho do Rio Grande do Sul alcança 59% em 2024.

Um relatório recente do governo do Rio Grande do Sul revela que a participação das mulheres no mercado de trabalho atingiu quase 59% em 2024. Este é um avanço significativo, especialmente em um contexto de recuperação pós-pandêmica.

Paralelamente, a taxa de desocupação entre as mulheres caiu para 6,2%, o que representa a menor taxa dos últimos anos e se mostra abaixo da média nacional, que é de 8,1%. Esses dados refletem um cenário otimista em comparação às flutuações enfrentadas durante a pandemia de coronavírus.

Além do aumento na participação, a qualificação das mulheres no mercado também se destaca. Em 2024, 34,2% das trabalhadoras no estado possuíam ensino superior completo, um percentual superior ao de seus colegas homens, cuja taxa é de 19,1%. No entanto, a disparidade salarial continua, com o salário médio das mulheres correspondendo a 76% do salário masculino.

Essas informações fazem parte da “Síntese ODS 5 – Igualdade de Gênero”, elaborada pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). O estudo analisou 47 indicadores relacionados a metas de igualdade de gênero.

Liderança e autonomia

O levantamento também explorou a presença das mulheres em posições de liderança. Em 2025, as mulheres representavam 61,4% do total de servidores do Poder Executivo estadual, ocupando 54,3% dos cargos de chefia, um aumento significativo em relação ao ano anterior. Nos cargos de liderança nas Secretarias Estaduais, elas comandam 35,5% das pastas.

No cenário federal, as mulheres ocupam 26,3% dos cargos ministeriais, enquanto no Judiciário gaúcho, 45,3% dos magistrados são mulheres. Na área de segurança pública, a Polícia Civil conta com 41,5% de participação feminina, e a Brigada Militar tem 16,3% de mulheres entre seus integrantes.

Em termos de trabalho não remunerado, dados de 2022 mostram que as mulheres dedicam 11,3% do seu tempo a afazeres domésticos, um número 1,7 vez maior do que o dos homens, que fica em 6,7%. Entre as mulheres com idades de 18 a 60 anos inativas no estado, 10,9% indicaram que os cuidados domésticos eram seu principal motivo de inatividade, abaixo da média nacional de 15,7%.

Com a palavra…

De acordo com Danielle Calazans, titular da SPGG, o estudo fortalece a governança baseada em evidências, permitindo que o planejamento do estado seja fundamentado em dados consistentes. Ela destaca que o monitoramento contínuo desses indicadores é essencial para identificar avanços e desigualdades persistentes, orientando decisões mais precisas na formulação de políticas públicas.

Calazans também ressaltou a relevância da relação entre evidências, gestão e orçamento, afirmando que a eficiência do gasto público está atrelada a um planejamento robusto e transparente. Ela citou a presença crescente de mulheres em cargos de chefia como um exemplo de como a boa gestão pode promover políticas de equidade com resultados tangíveis.

Viviane Viegas, secretária adjunta da Secretaria da Mulher, acrescentou que os dados demonstram que políticas públicas bem estruturadas geram resultados, mas que a desigualdade de gênero ainda é um desafio estrutural que precisa ser enfrentado. O compromisso, segundo Viegas, é continuar fortalecendo ações baseadas em evidências, assegurando um orçamento adequado e promovendo a participação social.

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