17º Fórum do Milho discute pragas, irrigação e mercado internacional que impactam a safra gaúcha

Compartilhe essa Informação

Fórum do Milho destaca a importância do manejo integrado e irrigação para a produtividade

O 17º Fórum do Milho, realizado na Expodireto Cotrijal, evidenciou a relevância do cereal no agronegócio brasileiro, especialmente no Rio Grande do Sul, que projeta uma safra histórica superior a 6 milhões de toneladas.

O evento reuniu produtores, pesquisadores e lideranças do setor para discutir os desafios técnicos e econômicos enfrentados na cultura do milho. Um dos principais alertas foi sobre a diminuição da eficácia das biotecnologias atualmente disponíveis, o que torna urgente a adoção de um manejo integrado.

Glauber Renato Stürmer, pesquisador da CCGL, enfatizou que pragas como percevejo, pulgão e cigarrinha estão se tornando cada vez mais agressivas, exigindo um monitoramento constante. Ele destacou que a combinação de estratégias químicas e biológicas, aplicada no momento adequado, é vital para evitar perdas significativas de produtividade.

Outro tema abordado foi a irrigação, apresentada pelo engenheiro agrônomo André Vinicio Scharlau. Ele revelou que lavouras irrigadas apresentam perdas até 50% menores em comparação às não irrigadas, propondo a ampliação do acesso a crédito e políticas públicas que incentivem essa prática, especialmente em regiões vulneráveis à estiagem.

Heverton Gugelmin, gerente comercial da Cargill, apresentou uma análise do cenário de mercado, destacando que o Brasil deve colher entre 130 e 140 milhões de toneladas de milho safrinha, tornando-se o terceiro maior produtor mundial. O aumento do consumo interno, impulsionado pela produção de etanol e demanda da cadeia animal, contrasta com a necessidade de diversificação na exportação, que atualmente está concentrada no Oriente Médio.

Além disso, o milho se consolidou como um dos pilares da economia agrícola gaúcha, sustentando a produção animal e abastecendo indústrias de derivados. Os especialistas concordaram em três pontos principais para enfrentar os desafios do setor:

  • Fortalecer o manejo integrado para melhorar a eficiência e reduzir perdas.
  • Expandir a irrigação como estratégia de segurança produtiva.
  • Diversificar mercados de exportação, proporcionando maior estabilidade diante de tensões globais.

O fórum destacou que o futuro do milho depende da combinação de conhecimento técnico, políticas públicas efetivas e estratégias mercadológicas. O Rio Grande do Sul tem a chance de se tornar uma referência em produtividade e inovação, desde que as propostas discutidas sejam transformadas em ações concretas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *