Ira cria animação em estilo Lego para desafiar EUA e Israel; VÍDEO

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Irã utiliza mísseis e propaganda em resposta a ataques dos EUA e Israel.

O Irã intensifica sua resposta aos recentes ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel, não apenas com ações militares, mas também através de uma campanha de propaganda inovadora. Um vídeo animado, no estilo Lego, retrata figuras do presidente americano e do primeiro-ministro israelense, além de elementos de guerra, como bombas e aviões de combate.

O material foi divulgado pelo instituto estatal iraniano Revayat-e Fath na televisão pública, logo após os ataques em 28 de fevereiro, que resultaram na morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e que marcaram o início de um novo conflito no Oriente Médio.

Desde sua divulgação, o vídeo de dois minutos rapidamente se espalhou por plataformas digitais, como Meta e X, recebendo uma grande quantidade de interações, incluindo curtidas e compartilhamentos.

Sem diálogos, a animação foi projetada para impactar um público internacional, em meio a uma guerra que está afetando os mercados de energia e gerando divisões na opinião pública global.

A narrativa do vídeo inicia com personagens em estilo Lego, incluindo uma representação do presidente Trump e do primeiro-ministro Netanyahu, que, junto a uma figura diabólica, observam um álbum intitulado “O arquivo Epstein”.

Em um momento crucial, Trump pressiona um botão vermelho que dá início a uma guerra, lançando um míssil que atinge o que parece ser uma sala de aula, onde brinquedos representam meninas com lenços rosa enquanto escutam sua professora sorridente.

Após a professora escrever “Minha pátria é minha vida” no quadro, a tela se escurece, dando lugar a uma cena impactante que mostra uma mochila e um par de sapatos rosa entre os escombros de um ataque. Um personagem iraniano, também em estilo Lego, é visto recolhendo a mochila e expressando seu luto, que rapidamente se transforma em raiva.

O governo iraniano responsabiliza os Estados Unidos e Israel pelo bombardeio de uma escola em Minab, no sul do país, no primeiro dia da guerra. Relatos de investigações jornalísticas corroboram essas alegações, com análises que indicam que o ataque ocorreu em sincronia com ações militares americanas contra uma base da Guarda Revolucionária nas proximidades.

Fontes afirmam que investigadores militares consideram “provável” a responsabilidade das forças dos Estados Unidos no incidente, e investigações adicionais confirmaram a presença de crianças e civis entre os feridos. Entretanto, a verificação independente do número de vítimas ainda não foi possível, uma vez que a AFP não conseguiu acessar o local do ataque.

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