PL de Bolsonaro se desliga de Ibaneis e apresenta proposta de CPI do Master na Câmara do DF

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PL propõe CPI para investigar fraudes do Banco Master e rompe com governador Ibaneis Rocha.

O PL decidiu romper com o governador Ibaneis Rocha e anunciou a proposta de uma CPI na Câmara Legislativa do Distrito Federal para investigar a fraude envolvendo o Banco Master e o BRB.

O pedido de CPI surge após a revelação de um contrato entre o escritório de advocacia de Ibaneis e um fundo da Reag Investimentos, que está sob investigação por sua ligação com as fraudes do Banco Master. O governador se tornou o principal alvo das investigações no Legislativo local.

Ibaneis Rocha nega qualquer conhecimento sobre as negociações e afirma que está afastado de seu escritório de advocacia desde 2018, não possuindo informações sobre transações realizadas quase seis anos após sua saída.

A decisão de romper com o governador foi tomada pela presidente do PL no DF, deputada Bia Kicis, em conjunto com outros deputados do partido. Kicis declarou que, diante de indícios graves de desvio de recursos, a criação da CPI se tornou inevitável.

Com o rompimento, o PL se aproxima de anunciar sua chapa para as eleições deste ano, com a intenção de apoiar a vice-governadora Celina Leão para o Governo do DF. Bia Kicis e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro devem concorrer ao Senado.

O PL já considerava a possibilidade de não apoiar Ibaneis nas eleições, e a crise em torno da tentativa de compra do Banco Master pelo BRB intensificou essa decisão, especialmente entre os bolsonaristas que não desejam espaço para o atual governador.

A tensão entre o bolsonarismo e Ibaneis aumentou após a aprovação de um aporte financeiro no BRB pela Câmara Legislativa, destinado a cobrir prejuízos relacionados ao Banco Master.

Atualmente, Ibaneis conta com o apoio de 17 dos 24 deputados distritais, mas três parlamentares que até então eram aliados votaram contra o projeto, destacando a crescente insatisfação dentro de sua base.

O deputado Thiago Manzoni, que agora lidera a articulação pela CPI, criticou a falta de transparência nas operações do BRB, questionando a legitimidade das decisões que afetam a instituição financeira.

O presidente da CCJ, Manzoni, emitiu um parecer contrário à proposta de CPI, alegando que não atende aos requisitos legais, mas seu relatório foi rejeitado pelos deputados distritais.

Enquanto isso, parlamentares de oposição estão pressionando o STF para investigar o contrato do escritório de Ibaneis com a Reag, argumentando que há indícios de relações comerciais suspeitas que podem envolver o governador e o fundo investigado.

Um documento identificado como “Termo de Informação de Cessão” sugere uma relação econômica entre o escritório de Ibaneis e o fundo Reag Legal Claims, levantando suspeitas sobre a origem de recursos que poderiam estar relacionados às operações financeiras entre o BRB e o Banco Master.

Além disso, apurações da Polícia Federal indicam que a Reag estava envolvida em um esquema complexo de fraudes financeiras liderado por um ex-banqueiro. A defesa de Ibaneis, por sua vez, afirma que ele nunca participou de negociações com a Reag e que as informações que possui foram obtidas através da imprensa.

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