China Reafirma Apoio ao Sistema da ONU após Convite dos EUA para o “Conselho da Paz”
Pequim diz que defenderá ordem internacional baseada nas Nações Unidas, mas evita confirmar participação na iniciativa proposta por Trump
A China declarou nesta quarta-feira (21) que continuará a defender o sistema internacional com as Nações Unidas (ONU) no seu centro, um dia após confirmar que recebeu um convite dos Estados Unidos para integrar o “Conselho da Paz”, uma iniciativa proposta pelo presidente Donald Trump para resolução de conflitos globais.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, afirmou que, “independentemente de como a situação internacional mude, a China defende firmemente o sistema internacional com as Nações Unidas em seu centro, a ordem internacional baseada nos objetivos e princípios da Carta da ONU”. Segundo ele, Pequim permanece comprometida com o multilateralismo e a legislação internacional, mesmo diante de novos fóruns e propostas externas.
Embora a China tenha confirmado que recebeu o convite para participar do novo conselho, o governo não confirmou se aceitará ou rejeitará formalmente a proposta. A posição oficial de Pequim ressalta cautela diante de iniciativas que poderiam criar estruturas paralelas ao sistema tradicional de governança global, liderado pela ONU, que tem entre seus pilares a cooperação multilateral e a mediação de conflitos.
A proposta de Trump de criar um “Conselho da Paz” tem sido mencionada como um órgão com mandato para supervisão estratégica e resolução de crises em várias partes do mundo, possivelmente inclusive além da Faixa de Gaza. No entanto, analistas argumentam que essa iniciativa pode gerar dúvidas e resistências entre países que veem a ONU como instituição central para a diplomacia multilateral.
A posição chinesa deixa claro que, mesmo diante de convites e propostas de novos arranjos internacionais, Pequim continua a valorizar o papel central das Nações Unidas como fórum legítimo de diálogo e cooperação entre estados-nação.
Foto: AFP
