Produtividade da soja no Rio Grande do Sul é inferior à média nacional e biodiesel surge como nova oportunidade

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Debate sobre desafios e oportunidades da soja ocorre no 36º Fórum Nacional da Soja

A produtividade da soja no Rio Grande do Sul apresenta desafios significativos, ficando aquém da média dos demais estados brasileiros nos últimos anos. Essa constatação foi discutida durante o 36º Fórum Nacional da Soja, realizado em Não-Me-Toque (RS), com a participação de especialistas do agronegócio.

No evento, Marcos Rubin, fundador da Veeries e especialista em inteligência de mercado, apresentou dados que ilustram a queda na produtividade gaúcha. Ele salientou que, além das condições climáticas adversas, a diminuição de recursos financeiros para investimentos em novas safras tem impactado negativamente os resultados.

Rubin também destacou o potencial do biocombustível como uma alternativa promissora para aumentar a demanda da soja. Ele afirmou que o mercado interno de biodiesel no Brasil pode ser um motor importante para o crescimento desse setor nos próximos anos, sugerindo que a produção de biocombustíveis pode ser a “nova China” para o agronegócio brasileiro.

Além da análise de mercado, o especialista apresentou gráficos comparativos que ilustram a evolução da produção de soja no Brasil em relação aos Estados Unidos. Ele observou que, apesar do crescimento significativo da produção brasileira na última década, existem incertezas no cenário internacional que podem afetar o agronegócio, especialmente em razão de conflitos geopolíticos que impactam o preço de insumos como fertilizantes.

O fórum também trouxe à tona questões relacionadas à infraestrutura e logística do agronegócio. Guillermo Dawson Jr., vice-presidente da Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL), abordou a importância da infraestrutura portuária para a competitividade. Ele ressaltou que a logística adequada é crucial para que a soja brasileira possa acessar os mercados globais de maneira eficiente.

Durante sua apresentação, Dawson Jr. compartilhou a história dos terminais Termasa-Tergrasa, que têm desempenhado um papel vital no escoamento da produção de grãos desde a década de 1960. Ele informou que o terminal está passando por um processo de reconstrução, com um investimento de R$ 600 milhões, após um incidente envolvendo um navio, com conclusão prevista para outubro de 2026.

Na abertura do fórum, Paulo Pires, presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), ressaltou a relevância contínua do evento, que promove a interação entre cooperativas, empresas e o sistema financeiro, criando um ambiente propício para debates construtivos sobre os desafios enfrentados pelo setor.

O 36º Fórum Nacional da Soja é uma iniciativa da FecoAgro/RS, Cotrijal e CCGL, com apoio do Sistema Ocergs/Sescoop-RS, reafirmando seu compromisso com a inovação e o desenvolvimento do agronegócio no estado.

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