Alckmin pede investigação rigorosa no caso Master

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Alckmin pede rigor na apuração do escândalo do Banco Master e confirma saída do ministério para disputar eleições.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, enfatizou a necessidade de uma investigação minuciosa e punições severas para todos os envolvidos no escândalo do Banco Master, que causou prejuízos bilionários a investidores e entidades públicas e privadas, conforme apontado pelo Banco Central.

Durante uma entrevista ao jornalista José Luiz Datena, Alckmin destacou que a fraude não é um problema recente, mas sim uma questão que se arrasta há anos. Ele mencionou que há indícios de envolvimento de pessoas dentro do Banco Central, responsável pela supervisão do sistema financeiro, e reforçou a importância de uma apuração rigorosa.

O vice-presidente também assegurou que o governo e o presidente Lula estão comprometidos com a investigação, garantindo total liberdade à Polícia Federal e ao Ministério Público para agir. Alckmin frisou que é essencial responsabilizar os culpados e aprimorar os instrumentos de controle financeiro.

Além de buscar a responsabilização dos envolvidos, Alckmin defendeu o fortalecimento das instituições, incluindo o Banco Central e outros órgãos de fiscalização, como parte de um processo contínuo de melhoria. Ele ressaltou que a transparência e a clareza são fundamentais em uma democracia.

Recentemente, o financista Daniel Vorcaro foi preso novamente pela Polícia Federal, na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master. Vorcaro, que já havia sido preso anteriormente, teve sua nova prisão motivada por mensagens ameaçadoras encontradas em seu celular, que foi apreendido na primeira fase da operação.

A operação investiga fraudes que resultaram em um rombo de até R$ 47 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos, destinado ao ressarcimento de investidores prejudicados.

Saída do MDIC

Alckmin confirmou que deixará o cargo de ministro no dia 2 de abril, em cumprimento à legislação eleitoral, que exige a desincompatibilização de cargos executivos até seis meses antes das eleições. Ele continuará exercendo a vice-presidência enquanto define seus próximos passos políticos.

O vice-presidente explicou que, embora não precise deixar o cargo de vice, a legislação exige seu afastamento do ministério para que possa concorrer a cargos públicos nas eleições de outubro.

A informação sobre sua saída já havia sido divulgada anteriormente em uma coletiva de imprensa no MDIC.

Guerra no Irã

Alckmin também abordou os impactos econômicos da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, e afirmou que o Brasil não deve ser severamente afetado, devido à sua dependência do comércio com países como China, União Europeia, Argentina e Estados Unidos, que estão distantes do conflito.

Ele reconheceu que a guerra teve um efeito sobre os preços do petróleo, o que, por sua vez, impactou os custos da gasolina e do diesel no Brasil.

Eleições

Sobre o cenário eleitoral, Alckmin comentou que a polarização é uma característica global, mas expressou otimismo em relação à percepção da sociedade sobre a situação econômica do país. Ele citou indicadores positivos, como a redução do desemprego e a inflação controlada, que contribuem para um aumento na renda da população.

O vice-presidente destacou que muitos aposentados e pensionistas vivem com um salário mínimo, e que o ganho real nesse valor é um sinal positivo para a economia.

PEC da Segurança

Em relação à segurança pública, Alckmin mencionou a recente aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, que visa melhorar a integração entre as forças de segurança no Brasil. Ele ressaltou a importância do fortalecimento das polícias municipais como um dos principais avanços da proposta.

A PEC também define o papel da Polícia Federal no combate a crimes de organizações e milícias com repercussão interestadual ou internacional, enquanto a Polícia Rodoviária Federal expandirá suas atribuições para incluir ferrovias e hidrovias federais.

Alckmin defendeu a necessidade de aumentar as penas para o crime organizado e a importância de prender os líderes desse tipo de crime.

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