Operação no Rio de Janeiro investiga vínculos entre agentes públicos e facções criminosas

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Polícia Federal realiza operação contra policiais militares envolvidos com o crime organizado no Rio de Janeiro.

A Polícia Federal iniciou nesta quarta-feira (11 de março de 2026) a terceira fase da operação Anomalia, que investiga a conexão entre grupos criminosos violentos e policiais militares no estado do Rio de Janeiro.

A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e envolve o cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e Nilópolis. O STF também determinou o afastamento das funções públicas dos investigados e a quebra do sigilo dos dados dos equipamentos eletrônicos apreendidos.

As investigações revelam que policiais militares estariam utilizando suas funções para favorecer o crime organizado, facilitando logística para o tráfico de drogas e milícias, além de proteger membros de grupos criminosos e ocultar os lucros obtidos com essas atividades ilícitas.

Os indivíduos investigados poderão ser acusados de crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva. O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Esta é a terceira operação consecutiva realizada pela Polícia Federal. Na segunda-feira (9 de março), foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva contra agentes públicos com ligações ao crime organizado. No dia seguinte, outros quatro mandados foram executados, focando em policiais civis suspeitos de extorquir traficantes.

As três fases da operação estão sendo conduzidas pela Força-Tarefa Missão Redentor 2, que busca implementar as diretrizes do STF em resposta a um acórdão relacionado à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. A ação visa limitar violações durante operações policiais e proteger os direitos humanos dos moradores de comunidades no Rio de Janeiro.

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