Relação de Vorcaro com políticos envolve figuras de direita e esquerda em escândalo do Banco Master

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Escândalo do Banco Master gera intensos conflitos políticos entre aliados e opositores.

O escândalo envolvendo o Banco Master tem gerado uma série de ataques e acusações entre governistas e opositores, ambos se acusando de vínculos com as atividades suspeitas de Daniel Vorcaro, que foi preso novamente na última quarta-feira.

Desde a liquidação do banco no ano passado, diversas lideranças políticas, tanto da situação quanto da oposição, foram mencionadas no caso. Entre os citados estão parlamentares, governadores, ex-ministros e prefeitos, além dos ministros do STF, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Uma proposta para a criação de uma CPI sobre a instituição financeira foi apresentada, mas o senador Davi Alcolumbre já sinalizou que não pretende instaurar a comissão.

Os laços de Vorcaro com figuras políticas de diferentes espectros têm sido alvo de investigações. Entre os nomes relacionados a ele, destaca-se o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, que foi mencionado em mensagens onde Vorcaro ofereceu carona de helicóptero durante o Grande Prêmio de Fórmula 1 em 2024.

O senador Ciro Nogueira, presidente do PP, também está no centro das atenções. Vorcaro o descreveu como “grande amigo de vida” em mensagens, e Nogueira apresentou uma proposta no Congresso chamada “emenda Master”, que aumentaria a cobertura de correntistas no FGC em caso de liquidação do banco.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi envolvido na Operação Barco de Papel, que investiga suspeitas sobre o fundo de previdência do estado, que aplicou recursos no Banco Master. O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro também está apurando investimentos da Cedae no banco.

Davi Alcolumbre, mencionado nas comunicações de Vorcaro, não se manifestou sobre sua suposta reunião na residência oficial do Senado. As investigações também se concentram em Jocildo Silva Lemos, ex-diretor da Amprev, que foi indicado por Alcolumbre.

O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi contratado como consultor do Banco Master e, segundo informações, intermediou um encontro entre Vorcaro e o presidente no Palácio do Planalto em 2024.

Em março de 2025, o BRB anunciou a aquisição de 58% das ações do Master, o que levou a investigações sobre a venda de carteiras de crédito fraudulentas. Vorcaro afirmou ter discutido a compra com Ibaneis Rocha, que confirmou ter se encontrado com ele.

O ex-presidente Jair Bolsonaro teve como um de seus maiores doadores o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que doou R$ 3 milhões à sua campanha em 2022. Zettel foi preso recentemente, acusado de intimidar testemunhas relacionadas ao caso.

Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, confirmou ter indicado Ricardo Lewandowski como consultor do Banco Master após sua saída do STF. Wagner também foi responsável pela privatização de uma estatal na Bahia, de onde surgiu um produto que beneficiou o banco.

João Carlos Bacelar, deputado federal, foi o responsável por levar o caso Master ao Supremo em 2025, surgindo em documentos relacionados a um negócio imobiliário. O deputado afirmou que a negociação não avançou.

Em Maceió, a aplicação de R$ 97 milhões em letras financeiras do Master pelo instituto de previdência local está sendo investigada, assim como outras aplicações em cidades como Aparecida de Goiânia.

O presidente Lula se encontrou com Vorcaro em dezembro de 2024, antes do escândalo vir à tona, justificando que a reunião foi um pedido de Mantega. Lula declarou que a conversa foi técnica e que não haveria interferência política nas investigações.

Nikolas Ferreira, deputado federal, utilizou um jatinho ligado a Vorcaro para campanhas eleitorais, afirmando desconhecer a propriedade do avião. Ricardo Lewandowski prestou serviços ao banco antes de assumir o cargo no Ministério da Justiça, que supervisiona a Polícia Federal.

Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, foi mencionado no contexto do crescimento do Banco Master durante sua gestão, embora ele negue qualquer inércia em relação ao caso.

Rui Costa, atual ministro da Casa Civil, está entre os envolvidos devido ao contrato de exclusividade do Credcesta, que

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