Grupo associado ao Irã reivindica ciberataque a empresa norte-americana em retaliação a ataque em escola
Grupo de hackers iranianos reivindica ataque cibernético contra a Stryker em retaliação a ofensivas militares.
Um grupo de hackers ligado ao Irã anunciou, nesta quarta-feira (11), que realizou um ataque cibernético de grande escala contra a empresa americana de tecnologia médica Stryker. O ataque foi descrito como uma retaliação às ações militares contra o país.
De acordo com o grupo Handala, mais de 200 mil sistemas foram destruídos e 50 terabytes de dados foram extraídos durante a operação. O ataque, conforme afirmado, atingiu escritórios da Stryker em 79 países, e todos os dados obtidos estariam agora “nas mãos dos povos livres do mundo”.
“Nossa grande operação cibernética foi um sucesso completo”, declarou o grupo, que justificou a ação como resposta ao “ataque brutal à escola de Minab”, que resultou na morte de 150 pessoas, segundo fontes iranianas.
A Stryker confirmou que houve uma “interrupção global da rede” em seus sistemas, mas assegurou que não há indícios de ransomware ou malware, acreditando que o incidente está sob controle.
O grupo Handala alertou que este é apenas o início de um novo capítulo na guerra cibernética, ameaçando diretamente “líderes sionistas e seus grupos de pressão”.
As interrupções nos sistemas da Stryker começaram pouco depois da 1h (horário de Brasília) e, nas últimas semanas, o Handala reivindicou uma série de ataques contra empresas israelenses e do Golfo Pérsico. Desde o início do conflito no Irã, em 28 de fevereiro, o grupo afirma ter realizado ataques contra alvos israelenses e diz ter “acesso total” às câmeras de segurança de Jerusalém.
O Handala é conhecido por sua conexão com o regime iraniano, conforme afirmado por especialistas em segurança cibernética. Um relatório recente destacou que as operações do grupo têm se expandido para incluir técnicas de doxxing, que visam promover medo e incerteza.
Dispositivos com sistema Windows, incluindo smartphones conectados às redes da Stryker, foram apagados remotamente durante o ataque. Fundada em Kalamazoo, Michigan, a Stryker é uma das principais empresas globais de dispositivos médicos, empregando cerca de 56 mil pessoas e com receita projetada de US$ 25,12 bilhões para 2025.
A Stryker produz uma variedade de produtos, desde implantes ortopédicos e instrumentos cirúrgicos até leitos hospitalares e sistemas de cirurgia robótica. Após o ataque à Stryker, o grupo Handala também anunciou uma ação contra a Verifone, especializada em pagamentos eletrônicos.
A veracidade das afirmações do grupo não pôde ser confirmada de forma independente, e a Verifone não se manifestou imediatamente sobre o ocorrido.
Veja mais:
