Preços do petróleo aumentam após ataque do Irã a infraestruturas no Golfo
Irã intensifica ataques às infraestruturas petrolíferas no Golfo, elevando preços do petróleo.
O Irã lançou uma nova série de ataques contra as infraestruturas petrolíferas de países do Golfo, resultando em um aumento significativo nos preços do petróleo bruto. Essa escalada de hostilidades ocorre mesmo após a liberação histórica de reservas estratégicas anunciada por diversas potências na tentativa de estabilizar o mercado.
A guerra, que teve início em 28 de fevereiro com bombardeios realizados por Israel e Estados Unidos, se expandiu para uma dimensão regional, colocando em risco o abastecimento global de petróleo. O tráfego no estratégico Estreito de Ormuz foi severamente afetado, gerando preocupações adicionais sobre a segurança das rotas de transporte de petróleo.
Na manhã de quinta-feira, o preço do barril de Brent do Mar do Norte ultrapassou a marca de 100 dólares, desafiando as intervenções das grandes potências que tentam controlar a situação no mercado. A Agência Internacional de Energia (AIE), composta por 32 países, decidiu liberar 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas para mitigar as apreensões sobre o abastecimento.
O secretário de Energia dos Estados Unidos anunciou que 172 milhões de barris estarão disponíveis a partir da próxima semana, mas os danos causados às infraestruturas petrolíferas continuam a aumentar. O Bahrein, por exemplo, relatou um ataque iraniano a depósitos de combustíveis, levando as autoridades a aconselharem os cidadãos a permanecerem em casa devido à fumaça resultante dos incêndios.
Em Omã, um incêndio em depósitos de combustíveis no porto de Salalah foi registrado após um ataque com drones, enquanto a Arábia Saudita relatou um novo ataque contra o campo de petróleo de Shaybah, no leste do país.
Ataque no Iraque
Um ataque recente contra dois petroleiros próximos à costa do Iraque resultou em pelo menos uma morte, com equipes de emergência ainda em busca de desaparecidos. Imagens exibidas pela televisão estatal iraquiana mostraram um incêndio significativo em um dos navios atingidos.
Além disso, um porta-contêineres foi danificado por um “projétil desconhecido” na costa dos Emirados Árabes Unidos, provocando um pequeno incêndio a bordo, conforme relatado por agências marítimas. Na quarta-feira, três navios foram alvo de ataques na região.
O presidente dos Estados Unidos havia prometido uma “grande segurança” na área do Estreito de Ormuz, onde 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito transita. Ele também afirmou que “28 navios instaladores de minas” iranianos foram atacados, em meio a preocupações sobre a presença de explosivos submarinos na passagem de Ormuz.
Sinais contraditórios
O presidente dos Estados Unidos declarou que o Irã está “perto da derrota”, enquanto sinais contraditórios sobre as intenções do país surgem. Ele afirmou que a guerra terminaria “em breve” e que a operação militar americana estava “muito adiantada” em relação ao cronograma previsto.
Relatos indicam que a primeira semana de conflito custou aos Estados Unidos mais de 11 bilhões de dólares. No entanto, a duração dos confrontos permanece incerta, uma vez que Israel, aliada dos EUA, não estabeleceu um limite de tempo para suas ações e afirma ter uma “ampla reserva de alvos” disponíveis.
A Guarda Revolucionária do Irã manifestou sua intenção de continuar com uma longa campanha para forçar a retirada das forças dos Estados Unidos, mirando em interesses ocidentais na região. O representante da força de elite, Ali Fadavi, alertou para uma “guerra de desgaste” que poderia “destruir toda a economia americana e mundial”.
O Exército iraniano anunciou planos de atacar “centros econômicos e bancos” no Golfo. Além disso, empresas de tecnologia americanas, como Amazon, Google, Microsoft, IBM, Oracle e Nvidia, foram citadas como potenciais alvos. Em resposta a ameaças, o grupo bancário Citi e consultorias britânicas como Deloitte e PwC começaram a retirar funcionários ou fechar escritórios em Dubai.
