Brasil hesita em elevar teor de biodiesel enquanto outra nação adota B50

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Indonésia avança com testes de biodiesel B50 enquanto Brasil enfrenta pressão para aumentar o teor de biodiesel.

O vice-ministro de Energia da Indonésia, Yuliot Tanjung, anunciou a aceleração dos testes de estrada para o biodiesel B50, que consiste em uma mistura de 50% de biocombustível derivado de óleo de palma e 50% de diesel convencional.

A implementação dessa medida está prevista para ocorrer ainda este ano, impulsionada pelo aumento dos preços do petróleo, que foram afetados pela crescente tensão geopolítica envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.

Atualmente, a Indonésia, com uma população superior a 280 milhões de habitantes, já incorpora 40% de biocombustível à sua matriz de diesel, destacando-se no uso de fontes renováveis.

Brasil ainda não fez novas elevações

No Brasil, a mistura atual de biodiesel, chamada B15, consiste em 15% de biocombustível renovável no diesel, em vigor desde 1 de agosto de 2025. A elevação para B16, que estava programada para 1 de março deste ano, ainda não foi realizada, mesmo diante das demandas do setor produtivo.

Na quarta-feira, mais de 40 entidades do agronegócio e da agroindústria brasileira enviaram um documento ao governo federal solicitando a elevação imediata da mistura obrigatória de biodiesel para 17% (B17).

As entidades ressaltam que essa mudança se torna ainda mais urgente considerando o atual contexto de instabilidade geopolítica e a volatilidade dos preços do petróleo, que afetam os custos da economia brasileira.

A ampliação do percentual de biodiesel na mistura com o diesel é vista como uma estratégia para fortalecer a segurança energética do país, reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e promover o uso de energias renováveis.

Além disso, a adoção do B17 poderia diminuir a dependência do diesel importado e impulsionar cadeias produtivas relacionadas aos biocombustíveis, criando empregos, renda e fomentando o desenvolvimento regional.

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