TI conquista o segundo lugar no ranking de mulheres CEOs do GPTW
Participação feminina em cargos de liderança no setor de tecnologia apresenta avanços e desafios.
O setor de tecnologia da informação está em destaque, ocupando a segunda posição em termos de mulheres no cargo de CEO, com um aumento significativo de 7% em 2022 para 16% em 2025. No entanto, a participação feminina em todos os cargos de liderança registrou uma queda, passando de 43% em 2022 para 39% em 2025, apesar de uma leve recuperação em relação a 2024, quando o índice era de 38%.
Esses dados foram obtidos a partir de um estudo que analisa a presença feminina em posições de liderança em diversas empresas entre 2022 e 2025. O estudo leva em consideração dados demográficos de rankings setoriais das melhores empresas para trabalhar, refletindo as mudanças na dinâmica de gênero no ambiente corporativo.
No setor de saúde, a representatividade feminina é a mais alta, com 63% de mulheres em posições de liderança e 19% entre CEOs. Em contrapartida, o agronegócio apresenta a menor representatividade feminina, com apenas 23% de mulheres em cargos de liderança e 9% entre CEOs, embora tenha mostrado um avanço significativo, saindo de 14% em 2022.
Especialistas apontam que a ascensão de mulheres em cargos de liderança está intimamente ligada à cultura organizacional. Empresas que promovem a flexibilidade, ampliam licenças parentais e incluem lideranças masculinas nas discussões sobre gênero criam um ambiente propício para o avanço feminino nas carreiras.
Apesar dos avanços em alguns setores, a baixa representatividade feminina ainda representa um desafio estrutural. É fundamental ampliar o acesso e garantir a permanência das mulheres desde a base, a fim de formar um pipeline consistente de futuras lideranças.
No setor industrial, a participação feminina em cargos de alta liderança foi a mais baixa em 2025, com apenas 21%. Entretanto, a presença feminina nas empresas de forma geral aumentou de 27% em 2022 para 31% em 2025. O varejo, por sua vez, lidera o indicador, com 28% de mulheres em posições de alta liderança.
O ranking das instituições financeiras, por outro lado, registrou a maior queda na presença feminina em cargos de alta liderança, reduzindo-se de 48% em 2022 para 27% em 2025.
