Flávio solicita apoio de Ratinho no primeiro turno enquanto aliados relembram pacto não cumprido em 2024

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Governador Ratinho Júnior é cortejado por Flávio Bolsonaro para apoio na candidatura presidencial.

O senador Flávio Bolsonaro busca o apoio do governador do Paraná, Ratinho Júnior, para sua candidatura à Presidência da República. No entanto, essa proposta enfrenta resistência por parte de aliados do governador paranaense.

O coordenador da pré-campanha de Flávio, Rogério Marinho, ofereceu uma aliança a Ratinho para o primeiro turno das eleições de outubro. A conversa ocorreu em Brasília, a convite de Marinho.

A aceitação dessa proposta exigiria que Ratinho abrisse mão de sua própria candidatura dentro do PSD, onde enfrenta concorrência de outros governadores, como Ronaldo Caiado, de Goiás, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, que também almejam a presidência pela sigla.

Ratinho comunicou a Marinho que o PSD ainda não tomou uma decisão sobre seu candidato à presidência e que ele não pode falar em nome do partido. Os dois acordaram em se reunir novamente em duas semanas para discutir o assunto.

Marinho destacou que o PL respeita o trabalho de Ratinho e que a proposta não foi feita como um ultimato. Ele enfatizou o desejo de contar com o apoio do governador, mas que respeitaria suas decisões e as do partido.

Aliados de Ratinho mencionam que o governador está insatisfeito com a postura de Jair Bolsonaro nas eleições municipais de 2024, onde um acordo anterior entre o PSD e o PL não foi cumprido, resultando em uma traição política que irritou o grupo de Ratinho.

O apoio de Bolsonaro à candidata rival foi crucial para a sua chegada ao segundo turno, o que pegou o PL de surpresa. Agora, lideranças do PSD paranaense estão cautelosas para evitar novas desavenças nas eleições deste ano.

Com a ausência de Bolsonaro nas articulações políticas, Marinho e Flávio desejam manter Ratinho próximo desde o início da campanha. Contudo, a abordagem inicial não foi bem recebida por alguns aliados do governador.

Só PL e PT

Marinho gerou desconforto entre os membros do PSD ao afirmar que “só existem dois partidos no Brasil, o PT e o PL”, o que é visto como uma desvalorização das outras siglas necessárias para a campanha de Flávio.

Flávio está considerando alternativas para garantir apoio no Paraná, caso Ratinho não se junte imediatamente à sua pré-campanha. Uma das opções inclui o apoio ao senador Sergio Moro, que busca a candidatura ao governo estadual.

Um acordo prévio estabelece que uma das vagas ao Senado apoiadas pelo PSD seria destinada ao PL, especificamente ao deputado Filipe Barros. A candidata Cristina Graeml também está tentando consolidar apoio para sua pré-candidatura.

No entanto, Graeml pode não conseguir o apoio desejado, já que anotações de Flávio indicam que sua candidatura poderia prejudicar os votos de Filipe Barros, o candidato oficial da família Bolsonaro.

Os dirigentes do PL também consideram apoiar Guto Silva, candidato de Ratinho Júnior, o que agradaria ao PSD e poderia fortalecer a aliança entre os partidos.

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