Setor de biodiesel garante capacidade para aumentar mistura a até 21%

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Setor de biodiesel está preparado para aumentar a mistura ao diesel em até 21%

O setor de biodiesel anunciou que possui a capacidade instalada necessária para atender a uma mistura de até 21,6% de biodiesel ao diesel fóssil. Atualmente, a mistura vigente no Brasil é de 15%, conhecida como B15.

Em resposta à negativa do Ministério de Minas e Energia sobre o aumento imediato da mistura, a Aliança Biodiesel, composta por organizações do setor, destacou a qualidade do biocombustível e a urgência de iniciar os testes para misturas superiores, especialmente em um cenário global de escassez de petróleo.

O presidente da Aprobio, Jerônimo Goergen, afirmou que não há objeções para testar o biodiesel em proporções maiores e ressaltou a necessidade de o governo federal acelerar esse processo, que já está atrasado. “Neste mês de março, já deveríamos estar implementando o B16”, afirmou.

Goergen também se mostrou disposto a colaborar financeiramente com os custos dos testes, enfatizando a importância de ampliar o uso do biodiesel para fortalecer a economia nacional em tempos de crise.

André Nassar, presidente executivo da Abiove, complementou que a implementação do B16 traria segurança para o país. Ele garantiu que o setor está preparado e estruturado para realizar os testes necessários para respaldar o aumento da mistura. “Nossa prioridade é garantir avaliações rápidas que possibilitem a expansão do biodiesel ainda este ano”, declarou.

Subvenção econômica do diesel

A Frente Parlamentar do Biodiesel expressou preocupação com uma medida provisória que introduz uma subvenção econômica ao diesel comercializado no Brasil. Essa MP também sugere a criação de um imposto de exportação sobre o petróleo bruto, em um contexto de elevação dos preços internacionais do petróleo.

A FPBio criticou a medida, afirmando que, ao invés de reforçar uma alternativa renovável e nacional, ela redireciona recursos para apoiar um combustível importado, poluente e vulnerável às flutuações do mercado internacional. A nota ressalta que essa abordagem não resolve a dependência do Brasil em relação ao diesel mineral.

Além disso, 43 entidades do agronegócio e da agroindústria se manifestaram em prol da adoção imediata do B17, argumentando que essa medida não apenas fortaleceria a produção nacional, como também ajudaria a conter a pressão sobre os preços dos combustíveis.

O setor ainda mencionou que opera com uma ociosidade industrial de cerca de 50%, o que possibilita a expansão sem risco de desabastecimento. Eles também destacaram que a Constituição Federal exige a manutenção de um regime fiscal favorecido para biocombustíveis, garantindo sua competitividade em relação aos combustíveis fósseis.

Com isso, a entidade enfatiza que a medida proposta é inconstitucional, ao favorecer o diesel fóssil e prejudicar a transição energética no Brasil.

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