Petrobras reafirma compromisso com retorno sólido e respeito a acionistas minoritários, afirma Haddad
Haddad defende política de preços da Petrobras em meio a medidas para conter alta do diesel.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou nesta quinta-feira, 12, que a Petrobras mantém sua política de preços em bases sólidas, priorizando os interesses dos acionistas minoritários.
Durante sua fala, Haddad enfatizou que as novas medidas para a redução dos preços do diesel, anunciadas recentemente, não estão relacionadas à política de precificação da empresa. O governo argumenta que há especulação nos preços e busca implementar penalizações para aumentos injustificados, com base em critérios técnicos.
O ministro avaliou que os produtores não devem obter “lucros abusivos” em decorrência da alta do petróleo no mercado internacional, especialmente considerando que os custos de produção permanecem estáveis no Brasil. As novas diretrizes incluem um imposto de exportação temporário de 12% sobre as exportações de petróleo, visando aqueles que obtêm lucros extraordinários.
Além disso, haverá isenção das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, além de subvenções ao combustível. O governo também intensificará a fiscalização sobre o armazenamento injustificado de combustível e o aumento de preços. Haddad esclareceu que essas ações não configuram um controle de preços, mas sim um combate à abusividade.
As medidas temporárias são uma resposta ao estado de alerta gerado pelo conflito no Oriente Médio, que impacta o mercado global de combustíveis. O ministro ressaltou que o preço da gasolina está alinhado com a política de preços da Petrobras, mas que a maior preocupação do governo recai sobre o diesel, devido ao seu impacto nas cadeias produtivas.
Por fim, Haddad reafirmou que o Brasil possui vantagens significativas, como ser um credor líquido internacional e ter segurança alimentar e energética, o que pode ajudar a mitigar os efeitos da volatilidade no mercado de combustíveis.
