Brasil é incluído por EUA em lista de 60 países investigados por trabalho forçado
Estados Unidos abrem investigação sobre trabalho forçado em 59 países, incluindo Brasil.
O governo dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira, 12 de março de 2026, a abertura de uma investigação contra 59 países e territórios, incluindo o Brasil e a União Europeia, para verificar se produtos que chegam ao mercado norte-americano são fabricados com trabalho forçado.
A investigação é baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite que os EUA respondam a práticas de governos estrangeiros que possam prejudicar seu comércio. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) comunicou que, caso a apuração conclua que os países não estão combatendo o trabalho forçado de forma eficaz, sanções comerciais, como tarifas adicionais sobre produtos importados, poderão ser aplicadas.
Jamieson Greer, representante do comércio dos EUA, destacou que, apesar do consenso internacional contra o trabalho forçado, muitos governos falharam em implementar medidas efetivas para impedir a entrada de produtos fabricados sob essas condições em seus mercados. Ele enfatizou que trabalhadores e empresas norte-americanos têm enfrentado concorrência desleal de produtores estrangeiros que se beneficiam de custos reduzidos resultantes do uso de trabalho forçado.
O USTR planeja realizar audiências sobre as investigações no dia 28 de abril. Até 15 de abril, empresas e outras partes interessadas poderão enviar comentários por escrito sobre o assunto.
A decisão de investigar esses 60 países foi tomada menos de um mês após a Suprema Corte dos EUA declarar que as tarifas globais impostas pelo ex-presidente Donald Trump eram ilegais. A Corte entendeu que Trump não tinha autoridade para criar tarifas sem a aprovação do Congresso.
As tarifas foram implementadas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), que permite ao presidente adotar medidas econômicas excepcionais em situações de emergência nacional.
Eis a lista dos 60 países, territórios e bloco econômico sob investigação:
- Argélia;
- Angola;
- Argentina;
- Austrália;
- Bahamas;
- Bahrein;
- Bangladesh;
- Brasil;
- Camboja;
- Canadá;
- Chile;
- China;
- Cingapura;
- Colômbia;
- Costa Rica;
- República Dominicana;
- Equador;
- Egito;
- El Salvador;
- União Europeia;
- Guatemala;
- Guiana;
- Honduras;
- Hong Kong;
- Índia;
- Indonésia;
- Iraque;
- Israel;
- Japão;
- Jordânia;
- Cazaquistão;
- Kuwait;
- Líbia;
- Malásia;
- México;
- Marrocos;
- Nova Zelândia;
- Nicarágua;
- Nigéria;
- Noruega;
- Omã;
- Paquistão;
- Peru;
- Filipinas;
- Qatar;
- Rússia;
- Arábia Saudita;
- África do Sul;
- Coreia do Sul;
- Sri Lanka;
- Suíça;
- Taiwan;
- Tailândia;
- Trinidad e Tobago;
- Turquia;
- Emirados Árabes Unidos;
- Reino Unido;
- Uruguai;
- Venezuela;
- Vietnã.
