Fiergs sinaliza possibilidade de desabastecimento de combustíveis no Rio Grande do Sul
Fiergs alerta sobre riscos de desabastecimento de combustíveis no Rio Grande do Sul.
A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) expressou sua preocupação com os riscos de desabastecimento de combustíveis no estado, especialmente em relação ao diesel. Recentemente, produtores rurais relataram que os Transportadores-Revendedores-Retalhistas (TRRs) não têm realizado entregas, o que já impacta as atividades de colheita da safra de verão.
Para a Fiergs, a regularidade no fornecimento de diesel e outros combustíveis é crucial para o funcionamento das cadeias produtivas, em especial na Agropecuária, Indústria e Logística. As dificuldades na distribuição não apenas comprometem as operações rurais, mas também elevam os custos de produção, tornando o assunto uma prioridade que requer atenção imediata.
O Agronegócio, em suas diversas etapas, representa cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul. A estreita interligação entre a Agropecuária e a Indústria faz com que os problemas enfrentados no campo tenham repercussões diretas nas atividades industriais, logísticas e no abastecimento de insumos.
Cenário internacional
O cenário internacional também agrava a incerteza. As tensões no Oriente Médio têm afetado a oferta global de petróleo, com recentes ataques a instalações petrolíferas e restrições logísticas decorrentes do conflito. O fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte mundial de petróleo, intensifica ainda mais as preocupações sobre o mercado internacional de energia.
Claudio Bier, presidente da Fiergs, destaca que a situação requer monitoramento constante para mitigar impactos mais amplos na economia gaúcha. “A indústria depende de energia e logística para operar. Problemas no abastecimento de combustíveis afetam o transporte de insumos, a distribuição de produtos e o funcionamento das cadeias produtivas”, afirma.
As dificuldades que a Agropecuária enfrenta para acessar diesel durante a colheita reforçam a preocupação com os possíveis efeitos em toda a economia do Rio Grande do Sul. A entidade se compromete a acompanhar os desdobramentos e a defender uma atuação coordenada entre empresas do setor energético e autoridades públicas para garantir a normalidade no abastecimento de combustíveis e evitar prejuízos à atividade econômica.
