Bolsonaro é internado na UTI com broncopneumonia em estado grave, conforme médico

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Estado de saúde de Jair Bolsonaro é considerado grave após internação por broncopneumonia.

Jair Bolsonaro, internado na unidade de terapia intensiva de um hospital em Brasília, apresenta um quadro de broncopneumonia bacteriana considerado grave, conforme informações do cardiologista Brasil Caiado, membro da equipe médica do ex-presidente.

O médico indicou que Bolsonaro deve permanecer internado por pelo menos sete dias para monitoramento e tratamento, com a possibilidade de extensão desse período. A condição do ex-presidente, que já havia enfrentado infecções pulmonares anteriormente, se agravou de forma súbita, exigindo cuidados intensivos, especialmente considerando sua idade de 70 anos.

Caiado relatou que o quadro de saúde do ex-presidente começou a se deteriorar na madrugada, embora ele estivesse bem na noite anterior. A antibioticoterapia intravenosa para pneumonia grave pode levar mais de sete dias, dependendo da resposta do organismo ao tratamento.

A pneumonia pode ter sido provocada por broncoaspiração, uma situação em que materiais que deveriam seguir para o estômago são acidentalmente aspirados para os pulmões. Bolsonaro já apresenta um histórico de esofagite, gastrite e refluxo gastroesofágico, condições que aumentam o risco de broncoaspiração.

Na madrugada de sexta-feira, o ex-presidente apresentou sintomas como febre alta, calafrios, enjoo e dor de cabeça intensa. Uma equipe do Samu, que estava de plantão próximo ao Complexo Penitenciário da Papuda, o atendeu rapidamente e, após a suspeita de pneumonia, ele foi transferido para o hospital.

Um boletim médico divulgado pelo hospital confirmou a internação de Bolsonaro, que foi admitido com febre alta, queda na saturação de oxigênio e outros sintomas. Ele está recebendo tratamento com antibióticos intravenosos e suporte clínico não invasivo.

Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, informou que ele foi levado ao hospital após acordar com calafrios e vômito. O advogado Paulo Cunha Bueno destacou a baixa oxigenação no sangue do ex-presidente e reiterou o pedido de prisão domiciliar, que já foi negado anteriormente pelo relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

A defesa de Bolsonaro argumenta que sua saúde exige cuidados que não podem ser garantidos em um estabelecimento prisional. O advogado mencionou que a situação atual foi prevista em laudos que embasaram pedidos anteriores de prisão domiciliar, os quais foram rejeitados.

Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado, uma acusação que ele nega, afirmando ser alvo de uma perseguição judicial. Em janeiro, o ex-presidente também foi hospitalizado após uma queda enquanto cumpria pena, e já passou por diversos procedimentos médicos devido a complicações de saúde relacionadas a um atentado sofrido em 2018.

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