Jornalista permanece em silêncio durante depoimento na PF sobre caso Dino, segundo site

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Investigação de jornalista gera polêmica e repercussão no Maranhão.

Luis Pablo Almeida está sob investigação após reportagens que alegam o uso indevido de um veículo bancado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão por parte do ministro Flávio Dino e sua família.

Na última sexta-feira, Almeida exerceu seu direito constitucional de permanecer em silêncio durante depoimento à Polícia Federal. A convocação ocorreu três dias após uma operação de busca e apreensão em sua residência, onde foram confiscados celulares e computadores, em decorrência de suas publicações sobre a família do ministro.

Durante o depoimento, o jornalista foi informado sobre seus direitos, incluindo a preservação do sigilo da fonte. Contudo, optou por não responder às perguntas relacionadas aos fatos investigados, conforme registrado formalmente pelo órgão.

O caso ganhou notoriedade após Almeida ter publicado uma reportagem em novembro de 2025, onde afirmava que um carro oficial do TJ-MA estava sendo utilizado por Dino e seus familiares em atividades pessoais. Essa informação gerou a abertura de um inquérito, que foi relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, em razão da conexão com investigações anteriores sobre fake news.

A assessoria do Supremo Tribunal Federal se manifestou sobre o caso, afirmando que a investigação está centrada na apuração de monitoramentos ilegais relacionados à segurança do ministro Flávio Dino, e não em questões de honra ou liberdade de expressão. A nota também esclareceu que os veículos de segurança utilizados são regulamentados por leis e resoluções específicas.

Apesar das críticas à operação, o Supremo reafirmou que não há correlação entre o caso e o inquérito das fake news, embora a menção a este último tenha gerado controvérsias. O Poder360 buscou um posicionamento do Tribunal sobre essa possível contradição, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

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