Diretora da Alura afirma que liderança é promover o crescimento do outro
Thais Pianucci destaca a importância da presença feminina na tecnologia durante o mês das mulheres.
No mês dedicado às mulheres, Thais Pianucci, diretora-geral da Alura, enfatizou que liderar uma empresa de tecnologia envolve tanto responsabilidade quanto oportunidades significativas.
Para Thais, ser uma líder não se resume a ser vista, mas sim em proporcionar condições para que outros possam crescer e se desenvolver. Essa visão reflete seu compromisso com a formação de equipes colaborativas e inclusivas.
A Alura é uma plataforma de ensino online que oferece mais de 1.600 cursos, além de formações intensivas e trilhas preparatórias para certificações reconhecidas no setor de tecnologia. Essa diversidade de opções permite que os alunos se preparem adequadamente para os desafios do mercado.
Em sua fala, Thais ressaltou que, como mulher à frente de um ecossistema tecnológico no Brasil, carrega uma responsabilidade especial. Ela foi a primeira mulher a ocupar o cargo que atualmente exerce na Alura, um marco importante em um setor historicamente dominado por homens.
“A tecnologia, aplicada à educação, é um motor potente para a transformação social e para a construção de um futuro mais justo. É essencial usar a inovação como ferramenta de democratização do conhecimento, garantindo que o avanço digital alcance todos e transforme a realidade das futuras gerações”, afirmou.
Thais acredita que a presença feminina no setor de tecnologia é crucial, pois traz novas perspectivas e assegura a diversidade nas decisões importantes. No entanto, ela destacou que a participação das mulheres ainda é insuficiente, com apenas 19,2% dos especialistas em Tecnologia da Informação no Brasil sendo mulheres, conforme estudos recentes.
<p“É fundamental que as organizações deixem de tentar ‘ajustar as mulheres’ a modelos de liderança ultrapassados e comecem a transformar suas estruturas de decisão para acolher a pluralidade”, enfatizou.
Ela também comentou sobre o estigma de que a tecnologia não é um espaço para mulheres, discordando dessa visão. “Quando encaramos a tecnologia como uma linguagem, como a leitura e escrita do mundo digital, fica claro que ela é um espaço para todos. O que falta não é capacidade, mas sim acesso, segurança psicológica e oportunidades”, disse.
Antes de sua carreira na tecnologia, Thais atuava no mercado financeiro. Sua transição para a área de tecnologia foi motivada pela percepção de que os desafios do setor financeiro não se alinhavam mais com sua visão de mundo. Ela buscava um ambiente onde pudesse ter um impacto direto e positivo na vida das pessoas.
“Havia um descompasso entre o sucesso que eu alcançava e o desejo de ver meu trabalho refletido em transformações sociais mais profundas. Minha principal motivação para a transição foi a busca genuína por um mercado onde eu pudesse gerar um impacto tangível”, concluiu Thais.
