México tenta conter importações de carros chineses com tarifas, mas China já garante quase todas as vendas para 2026
Carros chineses dominam mercado mexicano, apesar das tarifas impostas.
Os carros chineses têm se destacado no mercado mexicano, apresentando um crescimento notável que não pode ser ignorado. Algumas marcas chinesas conseguiram contornar as tarifas impostas pelo governo federal, garantindo sua competitividade no país.
Recentemente, o Governo Federal implementou tarifas de 50% sobre veículos fabricados em países sem acordos de livre comércio com o México, especialmente a China. No entanto, marcas chinesas anteciparam essa medida, importando um número significativo de veículos antes da regulamentação.
Dados indicam que 625.187 veículos chineses foram importados para o México no último ano, fazendo do país o principal destino para esses automóveis, superando nações como Rússia, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido, onde os carros chineses também são populares.
É importante ressaltar que o total de carros chineses importados ultrapassa o número de veículos efetivamente vendidos no México. Embora não existam dados exatos sobre as vendas, estimativas baseadas em informações do Instituto Nacional de Estatística e Geografia do México sugerem que 306.349 carros chineses foram comercializados em 2025, excluindo marcas que não divulgam suas vendas.
A BYD, uma das principais fabricantes chinesas, é estimada em 76 mil carros vendidos, e ao incluir outras marcas, o total de vendas pode chegar a aproximadamente 100 mil veículos chineses no país.
Assim, o total de carros chineses vendidos no México durante 2025 é de 406.349, enquanto mais de 600 mil carros foram importados. Isso implica que 217.838 veículos já estavam disponíveis no México para vendas em 2026, isentos da tarifa de 50%.
Para contextualizar, a Nissan foi a marca mais vendida no México em 2025, com 274.461 unidades. Esse volume de vendas pode ajudar as marcas chinesas a manterem preços competitivos, especialmente no começo do ano.
Apesar da incerteza sobre quais fabricantes previram a tarifa, os preços dos veículos chineses não apresentaram aumentos significativos, e alguns modelos, como o Chevrolet Aveo, até tiveram redução de preço.
Embora informações sobre o status das importações da China sejam limitadas, os portos mexicanos continuam recebendo veículos chineses. Observa-se que os portos do Golfo estão recebendo mais carros do que os do Pacífico, e as operações das montadoras chinesas permanecem ativas.
A grande questão que se coloca é o futuro a médio prazo: as marcas optarão por sacrificar lucros para manter as vendas, ou as tarifas acabarão impactando os preços e reduzindo as vendas?
