Cidade lança 25 ônibus movidos a hidrogênio em busca de sustentabilidade, mas enfrenta desafios no reabastecimento após cinco anos
Aberdeen troca ônibus a hidrogênio por elétricos após dificuldades operacionais.
Em 2021, a cidade de Aberdeen, na Escócia, iniciou um projeto inovador ao incorporar 25 ônibus a hidrogênio em sua frota de transporte público. Esses veículos, os primeiros ônibus de dois andares movidos a hidrogênio do mundo, representavam um marco na busca por soluções de transporte mais sustentáveis.
No entanto, cinco anos após o lançamento, a administração municipal decidiu vender esses ônibus e substituí-los por modelos elétricos a bateria. A principal razão para essa mudança foi a inoperância dos ônibus a hidrogênio, que ficaram fora de serviço por mais de um ano e meio devido à falta de infraestrutura de reabastecimento.
Inicialmente, Aberdeen tinha um compromisso forte com a tecnologia do hidrogênio, tendo assinado um acordo com a BP para a instalação de postos de abastecimento. Contudo, a ausência de operações funcionais nos postos de abastecimento tornou impossível o uso contínuo dos ônibus, levando a administração a reconsiderar suas opções.
Com uma vida útil média de 12 a 15 anos, os ônibus a hidrogênio de Aberdeen não chegaram a completar esse período, já que, após apenas cinco anos, o experimento foi considerado um fracasso. Desde setembro de 2024, os veículos estavam parados, sem possibilidade de reabastecimento.
Após um longo período sem solução, a cidade decidiu que era hora de agir. A administração optou por se desfazer dos ônibus a hidrogênio, que se mostraram inviáveis, e investir em ônibus elétricos a bateria, que requerem apenas um ponto de recarga para operar.
A BP se comprometeu a colaborar com a transição para veículos elétricos. Desde a introdução dos ônibus a hidrogênio, não houve grandes avanços na tecnologia relacionada, enquanto os veículos elétricos a bateria evoluíram significativamente, assim como a infraestrutura de recarga, que se expandiu consideravelmente na Europa.
A mobilidade elétrica se tornou uma alternativa atraente para muitas cidades, com modelos de ônibus que podem ser recarregados rapidamente durante a noite e que oferecem autonomia suficiente para atender à demanda diária.
Além disso, os ônibus elétricos apresentam custos operacionais e de manutenção mais baixos em comparação com os ônibus a diesel e, evidentemente, com os a hidrogênio, cuja produção continua sendo um desafio econômico, mesmo quando se trata de hidrogênio verde.
