Presidente da Colômbia conquista visto americano após reaproximação com Trump

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Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, recupera visto americano e busca sair de lista de sanções.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou que recuperou seu visto americano até o final de seu mandato, que se encerra em agosto. A declaração foi feita em meio a uma recente reaproximação com o ex-presidente Donald Trump.

A relação entre os dois líderes passou por momentos tensos, especialmente após Washington ter retirado o visto de Petro e imposto sanções econômicas a ele e a membros de sua família em setembro do ano passado.

As tensões aumentaram quando Trump ameaçou ações militares na Colômbia após a captura de Nicolás Maduro na Venezuela, em janeiro. No entanto, os dois países, que historicamente foram aliados, conseguiram resolver a crise em uma reunião na Casa Branca em fevereiro, onde concordaram em unir esforços no combate ao narcotráfico.

Petro utilizou a rede social X para comunicar que seu visto foi restituído e ressaltou que não poderá se reeleger, uma vez que deixa a presidência em 7 de agosto. Ele também expressou seu desejo de ser retirado da lista de sanções da Ofac, que inclui indivíduos envolvidos em atividades ilícitas e que enfrentam restrições severas nos Estados Unidos.

O presidente colombiano argumentou que não há justificativas para sua inclusão na lista de sanções, que impõe obstáculos significativos, como bloqueio de bens e limitações em contas bancárias.

Em 2025, o governo Trump havia retirado a certificação da Colômbia como aliada na luta contra as drogas, alegando que os esforços do país eram insuficientes para combater os cartéis e controlar o fluxo de cocaína para os Estados Unidos.

Atualmente, a Colômbia enfrenta um aumento da violência e se destaca como a maior produtora de cocaína do mundo. Apesar disso, Petro defende que seu governo tem realizado apreensões recordes da droga.

Além disso, Washington não incluiu Bogotá na nova aliança chamada “Escudo das Américas”, que reúne 17 países com o objetivo de enfrentar ameaças à segurança, promovendo uma cooperação militar e comercial robusta entre seus membros.

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