Bolsonaro apresenta melhora, mas alta da UTI ainda é incerta
Bolsonaro apresenta melhora, mas segue internado na UTI sem previsão de alta.
O ex-presidente Jair Bolsonaro continua internado no Hospital DF Star, em Brasília, onde apresenta um processo de melhora em sua saúde. No entanto, não há previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), conforme o boletim médico divulgado nesta terça-feira.
De acordo com as informações médicas, Bolsonaro foi transferido na segunda-feira para uma nova acomodação em terapia intensiva, que é mais adequada ao seu quadro clínico atual. O boletim destaca que o ex-presidente apresentou uma melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com uma nova queda nos marcadores inflamatórios.
O tratamento de Bolsonaro inclui antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo, além de fisioterapia respiratória e motora. Apesar dos avanços, a equipe médica ressalta que não há previsão de alta da UTI neste momento.
Bolsonaro foi preso preventivamente em 22 de novembro do ano passado e, desde 15 de janeiro, cumpre pena na Papudinha, onde responde por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes. Sua hospitalização recente ocorreu após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
A defesa do ex-presidente protocolou um novo pedido de prisão domiciliar humanitária no Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados solicitam que o ministro Alexandre de Moraes reconsidere a decisão anterior que negou o pedido de prisão domiciliar.
Os defensores argumentam que a internação de Bolsonaro é de “extrema gravidade”. Eles destacam que a evolução rápida do quadro clínico foi evidenciada por exames de imagem realizados durante a internação, que não apenas confirmaram o diagnóstico inicial, mas também mostraram uma progressão significativa das alterações pulmonares.
Além disso, a defesa ressalta a fragilidade clínica de Bolsonaro, indicando que os relatórios médicos apontam para a possibilidade de recorrências de episódios semelhantes ao que levou à sua internação. A petição argumenta que a permanência do ex-presidente em um ambiente de custódia pode expor seu quadro clínico a riscos progressivos, devido à falta de vigilância contínua e intervenção imediata.
