Moraes estabelece prazo de cinco dias para que o RJ envie arquivos da megaoperação no Rio

Compartilhe essa Informação

Ministro determina envio de vídeos da Operação Contenção para perícia da Polícia Federal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu que o governo do Rio de Janeiro deve enviar, em até cinco dias, todos os vídeos da Operação Contenção à Polícia Federal. A medida visa garantir a realização de uma perícia adequada.

A determinação surgiu após a Polícia Federal relatar dificuldades técnicas para acessar o material disponibilizado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Os arquivos estavam disponíveis apenas para visualização online, o que inviabilizava a análise técnica e comprometia a preservação das evidências.

Para assegurar a integridade do material, Moraes estipulou que os 945 vídeos capturados durante a operação sejam enviados em mídia física, no formato original e sem qualquer tipo de compressão ou alteração. O governo estadual também deverá fornecer os códigos de verificação de integridade (hash) de cada arquivo e, se necessário, os programas utilizados para acessar os conteúdos.

Na avaliação do ministro, as limitações impostas ao acesso aos vídeos prejudicam a cadeia de custódia e a verificação da autenticidade das imagens, que são essenciais para a apuração dos fatos relacionados à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas.

“Diante desses entraves, que frustram o objetivo da diligência determinada por esta Corte, é necessário que o material seja disponibilizado de forma a permitir o trabalho pericial com segurança técnica”, afirmou Moraes em seu despacho.

O prazo para a conclusão da perícia foi mantido em 15 dias, a contar do recebimento do material pela Polícia Federal, após a verificação técnica preliminar.

MEGAOPERAÇÃO Contenção

A megaoperação Contenção foi deflagrada em 28 de outubro de 2025 nos complexos do Alemão e da Penha, áreas densamente povoadas da zona norte do Rio de Janeiro. Essas regiões são historicamente marcadas por confrontos entre forças de segurança e grupos criminosos.

A ação teve como alvo a facção Comando Vermelho (CV). Ao todo, 122 pessoas morreram, incluindo cinco policiais, tornando-se a operação mais letal do país, superando o número de mortos registrados no massacre do Carandiru, em 1992.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *