Cibersegurança: 77% das organizações adotam inteligência artificial para proteção

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Uso crescente de inteligência artificial em cibersegurança revela novas vulnerabilidades.

Pelo menos 77% das organizações já adotaram ferramentas de inteligência artificial para melhorar suas operações de cibersegurança, com 52% utilizando essas tecnologias especificamente para a detecção de phishing. No entanto, a mesma tecnologia que protege também é explorada por criminosos, tornando-se um fator que eleva a sofisticação e a escala dos ataques cibernéticos. Como resultado, 87% dos líderes empresariais consideram as vulnerabilidades relacionadas à IA um risco cibernético em rápida ascensão.

Essas informações são extraídas do Global Cybersecurity Outlook 2026, um relatório anual que analisa o impacto da inteligência artificial no ambiente corporativo. A pesquisa revela que a corrida para a adoção de IA está superando a cautela tradicional, com a porcentagem de organizações que avaliam a segurança das ferramentas de IA quase dobrando em um ano, passando de 37% em 2025 para 64% em 2026. Apesar desse avanço, um terço das empresas ainda não possui processos adequados para validar a segurança antes da implementação.

Além disso, o estudo também aborda as preocupações dos CEOs em relação à segurança cibernética. A principal preocupação, que antes era o ransomware, foi substituída por fraudes cibernéticas e phishing. De acordo com os dados, 73% dos CEOs relataram que eles mesmos, ou alguém de sua rede, foi afetado por fraudes cibernéticas no último ano.

Por outro lado, para os executivos de segurança, conhecidos como CISOs, o ransomware ainda é a principal preocupação, ocupando a terceira posição nas preocupações gerais, o que indica um desalinhamento significativo nas prioridades de segurança entre diferentes níveis hierárquicos dentro das organizações.

O estudo também aponta para ameaças emergentes que podem afetar o futuro da cibersegurança. Entre essas ameaças, os ataques ciber-físicos despertam a preocupação de 26% dos líderes de fábricas e centros logísticos. Além disso, a negligência em relação à infraestrutura da internet é alarmante: embora 99% do tráfego de dados internacional transite por cabos submarinos, apenas 18% das empresas consideram esse risco em seus planos de negócios.

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