PL manifesta apoio à pré-candidatura de Moro ao governo do Paraná com foco em Flávio Bolsonaro como palanque

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Partido Liberal apoia pré-candidatura de Sergio Moro ao governo do Paraná.

O Partido Liberal (PL) decidiu apoiar a pré-candidatura de Sergio Moro ao governo do Paraná em uma reunião realizada na sede do partido.

Com essa aliança, os bolsonaristas resolvem a questão da falta de palanque para Flávio Bolsonaro no Estado, já que o governador Ratinho Junior também é candidato à Presidência da República e deve priorizar seu próprio grupo político.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o apoio a Moro está confirmado, mas que o senador precisa esclarecer sua situação no União Brasil. A expectativa é que Moro tenha uma reunião com a federação de seu partido para discutir sua candidatura.

Caso não consiga uma legenda adequada, sua alternativa é se filiar ao PL. Valdemar mencionou que a filiação de Moro não foi definida, mas deixou claro que isso é uma possibilidade. No entanto, o senador não quis comentar sobre o assunto após o encontro.

Valdemar ressaltou que não houve uma definição concreta e que Moro deve avaliar o que é melhor para sua candidatura. Ele acredita que, se Moro se filiar ao PL, tem boas chances de vencer a eleição no primeiro turno.

O dirigente negou que essa movimentação represente um rompimento com o grupo de Ratinho no Paraná. Apesar de tensões anteriores entre bolsonaristas e o partido de Gilberto Kassab, Valdemar enfatizou que a relação com Ratinho permanece positiva.

Moro enfrenta dificuldades para obter apoio dentro de sua própria sigla, o PP, que decidiu vetar sua candidatura ao governo do Paraná. A cúpula do PP no Estado se reuniu e confirmou a decisão, considerando que o partido não homologará seu nome.

A conversa entre Valdemar e Moro ocorreu logo após o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro se reunir com Ratinho para discutir apoio à candidatura presidencial do PL, o que poderia representar uma mudança significativa na dinâmica política do Estado.

Ratinho, por sua vez, afirmou que o PSD ainda não decidiu quem será seu candidato à Presidência e que não pode falar em nome da legenda. A expectativa é que os dois se reúnam novamente até o final de março para discutir o assunto.

Aliados de Ratinho manifestaram descontentamento em relação a ações passadas de Bolsonaro, que afetaram a relação entre os partidos nas eleições municipais de 2024. O apoio de Bolsonaro a um candidato rival foi visto como uma traição e gerou preocupações sobre futuras alianças.

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