Aumento da temperatura do mar no noroeste da Espanha provoca invasão de baiacus tropicais

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Pesquisadores alertam sobre a presença de baiacus nas águas da Galícia, indicando mudanças climáticas.

As águas atlânticas das Rías Baixas, na Galícia, estão passando por transformações significativas. Tradicionalmente conhecidas por sua rica biodiversidade marinha, agora essas águas estão recebendo visitantes exóticos, como os baiacus.

Essa descoberta, embora possa parecer uma curiosidade biológica, é um sinal claro da “tropicalização” que está afetando esses mares. Pesquisadores do Centro Oceanográfico de Vigo documentaram a presença desses peixes exóticos, alertando para as mudanças em curso.

Um estudo inédito analisou a diversidade de peixes da ordem Tetraodontiformes, que inclui baiacus, peixes-lua e peixes-porco, em águas espanholas. Foram catalogadas 26 espécies diferentes, com foco nas áreas de distribuição entre a Península Ibérica e as Ilhas Canárias.

Na Galícia, a grande surpresa veio com dois avistamentos inéditos, confirmados por análises morfológicas, fotografias e DNA. O primeiro foi um tamboril-verde, capturado em 2021 na Costa da Vela, e o segundo, um tamboril-de-terra, encontrado em 2025 na ria de Pontevedra.

A presença de baiacus na ria de Pontevedra levanta questões sobre as causas dessa mudança. A resposta está relacionada à mudança climática e à tropicalização do mar, que tem permitido que espécies de águas tropicais se adaptem e prosperem em novas regiões.

O aquecimento das águas oceânicas está eliminando as barreiras térmicas, permitindo que espécies tropicais encontrem temperaturas adequadas para viver e expandir seu território no Atlântico galego.

Além do impacto ecológico, a presença de baiacus também representa um risco à saúde pública. Esses peixes contêm tetrodotoxina, uma neurotoxina potente que pode ser fatal se ingerida, especialmente em pratos como o famoso fugu da gastronomia japonesa.

Apesar de na Espanha não haver uma cultura de consumo desses peixes, existe o risco de que pescadores amadores ou comerciais os capturem acidentalmente, levando a consequências perigosas. Portanto, é essencial monitorar essas novas espécies e outras que possam surgir devido às mudanças de temperatura nas águas.

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